A projeção da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu pela 12ª vez consecutiva, passando de 5,55% para 5,80% neste ano, apesar do aumento nas taxas de juros, uma medida considerada "amarga" por parte da maioria dos economistas ouvidos pelo Banco Central (BC). A projeção consta do boletim Focus, publicação semanal do BC, elaborada com base em pesquisa realizada com analistas de mercado sobre os principais indicadores da economia e divulgada nesta segunda-feira.
As estimativas dos analistas estão cada vez mais distantes do centro da meta de inflação para este ano que é 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Ou seja, se a inflação fechar o ano em 6,5% ainda estará dentro da meta. O índice escolhido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para a meta de inflação é o IPCA. Para 2009, que também tem a mesma meta de inflação, a expectativa para o IPCA é de 4,63%, sendo que na semana anterior essa projeção era de 6,60%.
Os analistas de mercado também aumentaram a projeção para a inflação no mercado paulista. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (IPC-Fipe), subiu de 5,50% para 5,52%, em 2008, e de 4,40% para 4,50% em 2009. No mercado atacadista em 2008, a expectativa para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu de 9,01% para 9,96% e para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) passou de 8,73% para 10%. Para 2009, a estimativa para o IGP-DI permaneceu em 5% e para o IGP-M subiu de 4,86% para 5%.