A inflação ao consumidor em São Paulo desacelerou significativamente em meados de fevereiro, segundo dados divulgados no dia em que o Comitê de Política Monetária (Copom) reúne-se para decidir a política monetária.
O recuo da taxa deveu-se a menores preços de educação e alimentação e a quedas nos custos de vestuário e despesas pessoais.
A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) informou nesta quarta-feira que a inflação recuou para 0,26 por cento na segunda quadrissemana do mês, seguindo a taxa de 0,46 por cento vista na primeira.
O grupo do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) que registrou a maior alta no período foi Educação, com alta de preços de 4,96 por cento, variação inferior à de 7,33 por cento apurada no período anterior.
Os custos de Alimentação ficaram praticamente estáveis, com leve avanço de 0,01 por cento, enquanto os de Despesas Pessoais tiveram queda de 0,36 por cento.
Esses três grupos costumam registrar aumentos de preços significativos no início do ano --este ano eles contribuíram para uma forte aceleração da taxa em janeiro--, mas por serem fatores sazonais, começam a desacelerar a partir de fevereiro.
Os aumentos sazonais captados em vários índices de preços em janeiro levaram o Copom a manter a taxa de juros no mês passado e a mostrar-se preocupado com o rumo dos preços em sua ata.
Analistas estimam que devido ao tom cauteloso usado pelo Banco Central na ata da reunião de janeiro, os juros serão mantidos pelo segundo mês consecutivo, em 16,5 por cento, nesta quarta-feira.
A Fipe informou ainda que os preços de Vestuário tiveram o maior declínio da segunda quadrissemana, de 1,14 por cento.
A inflação da segunda quadrissemana corresponde ao período de 16 de janeiro a 14 de fevereiro, comparado com as quatro semanas imediatamente anteriores.
O IPC mede a variação dos preços no município de São Paulo de famílias com renda até 20 salários mínimos.