A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) recuou em novembro, influenciada pela queda de preços no atacado. Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira, pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o IGP-DI teve variação de 0,07% em novembro, contra a taxa de 1,09% registrada em outubro. No ano, o índice acumula alta de 9,58% e nos últimos 12 meses, de 11,20%.
O Índice de Preços por Atacado (IPA) teve deflação de 0,17% em novembro, após elevação de 1,36% em outubro. Segundo a FGV, a principal contribuição para a desaceleração foi a taxa do subgrupo alimentos processados, que passou de 2,12%, em outubro, para -0,55%, em novembro. O IPA agrícola teve deflação de 0,64%, ante a variação negativa de 0,02% de outubro.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,56%, seguindo a alta de 0,47% verificada em outubro. O grupo alimentação teve a maior contribuição para essa aceleração, principalmente devido aos itens hortaliças e legumes (de -2,13% para 0,85%), laticínios (de -0,21% para 1,04%), óleos e gorduras (de -2,47% para -0,06%) e bebidas não-alcoólicas (-0,31% para 0,59%).
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve variação de 0,50%, inferior à registrada no mês anterior (0,77%). O IGP-DI de novembro foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 1º e 30 do mês de referência.
Juros estáveis
O controle inflacionário em curso, segundo analistas, permitirá ao Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75%, na reunião que começa nesta terça-feira e termina no dia seguinte. A expectativa foi divulgada pelo Banco Central, que toda semana reúne projeções de analistas para os principais indicadores da economia.
Na última reunião, em outubro, depois do agravamento da crise financeira internacional, o Copom optou por manter a Selic. Para o final do próximo ano, no entanto, os analistas mudaram a projeção de 13,5% para 13,25%.
A taxa básica de juros é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. A meta para este ano é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos, ou seja, o limite superior da meta é de 6,5%.
A inflação oficial é medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que para os analistas de mercado deve fechar o ano em 6,2% e não mais em 6,35% como previsto na semana anterior. Para 2009, a este ano, a estimativa foi ajustada de 5,25% para 5,20%.