Rio de Janeiro, 03 de Setembro de 2026

Inflação que reajusta o aluguel volta a acelerar

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) acelerou mais do que o esperado em agosto, em razão de um maior avanço dos custos no atacado, pressionados pelo reajuste do minério de ferro. A alta foi de 0,77% em agosto, após 0,15% em julho, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta segunda-feira.

Segunda, 30 de Agosto de 2010 às 08:29, por: CdB

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) acelerou mais do que o esperado em agosto, em razão de um maior avanço dos custos no atacado, pressionados pelo reajuste do minério de ferro. A alta foi de 0,77% em agosto, após 0,15% em julho, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta segunda-feira. Analistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters esperavam 0,65%, segundo a mediana de 13 projeções que oscilaram de 0,40 a 0,74%. O Índice de Preços por Atacado (IPA) avançou 1,24% em agosto, ante alta de 0,20% em julho. O IPA agrícola teve elevação de 1,15%, ante variação positiva de 0,28%. O IPA industrial aumentou 1,26% agora, contra 0,18% antes. A maior alta individual de preços no atacado foi de minério de ferro, de 15,08% em agosto, ante 2,48% em julho, refletindo um reajuste recente. Seguiram-se os avanço de soja em grão, bovinos, farelo de soja e carne bovina. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) caiu 0,27% em agosto, contra queda de 0,17% em julho. Os custos de Alimentos caíram em ritmo maior, em 1,28%, ante 1,05% antes. Os de Vestuário declinaram 0,90% agora, contra queda anterior de 0,28%. As principais quedas individuais de preços no varejo foram de batata-inglesa, mamão papaia, cebola, tomate e leite longa vida. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) aumentou 0,22% em agosto, contra 0,62% em julho. O item Mão de Obra teve variação positiva de apenas 0,06%, ante alta de 0,77% no mês passado, quando foi pressionado pelos dissídios salariais da categoria. No ano, o IGP-M acumula alta de 6,66% e nos últimos 12 meses, de 6,99%.

Tags:
Edições digital e impressa