O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), fechou o mês de março em 0,40%, 0,13% ponto percentual acima do resultado de fevereiro (0,27%). Dos sete grupos pesquisados, quatro avançaram em velocidade maior do que no mês anterior.
Os demais apresentaram variações positivas, mas em ritmo mais lento. O grupo alimentação registrou variação de 0,70%, bem acima da taxa de fevereiro (0,33%). Em despesas pessoais, o IPC também subiu mais do que o dobro da medição passada, com 0,80%, ante 0,29. No grupo vestuário, depois de nove quedas seguidas, ocorreu uma reversão, com alta de 0,56%. Em saúde, o índice passou de 0,21% para 0,23%.
Nos demais grupos foram registradas as seguintes variações: habitação, de 0,37% para 0,25%; transportes, de 0,34% para 0,09%; e educação, de 0,13% para 0,09%.
Inflação maior
Das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), São Paulo foi a que registrou a maior inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) no mês de março. A capital paulista teve um aumento de preços de 0,87%, maior do que a média nacional, de 0,61%. Segundo o economista André Braz, da FGV, a inflação de São Paulo foi influenciada principalmente pela alta nos preços de alguns gêneros alimentícios, como as frutas, que tiveram um aumento de 6,26%.
– Nós tivemos uma razão associada a esses alimentos in natura. Não significa que esteja ocorrendo agora um aumento generalizado de preços no grupo alimentação. Dentro dessa classe de despesas, temos itens importantes, como arroz, feijão e carne, que mostram queda em seus preços – disse.
Brasília registrou IPC-S de 0,42% e foi a capital que apresentou maior aceleração, em relação à inflação medida na semana anterior, de 0,22 ponto percentual. Segundo Braz, a maior contribuição veio do item empregados domésticos, devido ao aumento do salário mínimo. As inflações registradas pelo IPC-S em março nas demais capitais foram as seguintes: Porto Alegre (0,83%), Belo Horizonte (0,78%), Recife (0,49%), Salvador (0,35%) e Rio de Janeiro (0,20%).