O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), chegou a 0,35% na primeira prévia de agosto, taxa 0,02 ponto percentual superior à de julho (0,33%). Essa pequena elevação foi provocada, principalmente, pelo grupo habitação, que manteve pela segunda vez consecutiva o ritmo de alta, passando de 0,23% para 0,55%.
Em despesas pessoais, a variação foi de 0,11%, bem acima da verificada no fechamento de julho (0,01%). Os gastos com alimentação continuaram a subir, com taxa média de 0,39%, mas o resultado representa uma redução do ritmo de correções, porque, na apuração passada, o aumento havia sido de 0,90%. Também houve inflação menor em saúde, cuja taxa passou de 0,79% para 0,65%, e em educação, que apresentou variação de 0,12% ante 0,19%. O grupo transporte permaneceu estável com 0,19%.
O único grupo a apresentar deflação foi vestuário (-0,19%). Foi a quinta queda seguida, porém, a pesquisa mostra que os preços estão em processo de recuperação, uma vez que na apuração anterior havia sido constatada uma redução mais expressiva (-0,77%).
IGP-M
No Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), porém, a queda dos preços triplicou na primeira prévia deste mês, refletindo um arrefecimento em todos os setores pesquisados, com destaque para o atacado. O indicador caiu 0,68% na primeira leitura de agosto, após queda de 0,23% em igual período de julho, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV), nesta terça-feira. Entre os componentes do IGP-M, o Índice de Preços por Atacado (IPA) recuou 1,09% agora, ante declínio anterior de 0,48%.
O IPA agrícola teve recuo de 1,86% na primeira prévia deste mês, contra declínio de 0,82% em igual período do anterior. O IPA industrial cedeu 0,83%, ante recuo de 0,36%.
As principais quedas individuais de preços no atacado vieram de minério de ferro, soja em grão, milho em grão, aves e açúcar cristal. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve variação positiva de 0,01% na primeira leitura de agosto, ante elevação de 0,12% na de julho. As maiores influências individuais para o arrefecimento vieram de batata inglesa, tomate, cenoura, carne moída e ovo de galinha.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) aliviou a alta para 0,30%, ante avanço anterior de 0,49%. No ano, o IGP-M acumula queda de 2,33% e nos últimos 12 meses tem recuo de 1,02%.