Rio de Janeiro, 23 de Abril de 2026

Inflação perde ritmo de alta desde o início do mês

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços 10 (IGP-10) desacelera na sua primeira prévia de fevereiro, puxada principalmente pelos preços dos alimentos, habitação, vestuário e óleos combustíveis. A inflação só não foi menor por conta do aumento nos preços dos transportes, educação, tarifa de ônibus urbano, gasolina e álcool combustível. (Leia Mais)

Quarta, 15 de Fevereiro de 2006 às 12:06, por: CdB

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços 10 (IGP-10) desacelera na sua primeira prévia de fevereiro, puxada principalmente pelos preços dos alimentos, habitação, vestuário e óleos combustíveis. A inflação só não foi menor por conta do aumento nos preços dos transportes, educação, tarifa de ônibus urbano, gasolina e álcool combustível. O IGP-10 mede a evolução de preços no período compreendido entre o dia 11 do mês anterior e o dia 10 do mês de referência.

Segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o IGP-10 registrou variação positiva de 0,17%. O resultado foi 0,67 ponto percentual menor que a taxa do mesmo período anterior, de 0,84%. No ano, o IGP-10 acumula aumento de 1,01% e, nos últimos 12 meses, 1,74%.

Dos três índices que compõem o IGP-10, dois apresentaram redução em suas taxas e um crescimento.

Os óleos combustíveis foram responsáveis pela queda de 0,22 pontos percentuais no Índice de Preços por Atacado (IPA), que contribui com 60% na formação do IGP-10. O IPA ficou em 0,09%, diminuindo 0,94% em relação ao resultado anterior, de 1,03%.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), responsável por 30% do IGP-10, registrou variação negativa de 0,31%. O resultado é 0,28 ponto percentual inferior à taxa de janeiro, de 0,59%. Os preços dos alimentos foram os que mais influenciaram para a redução do IPC, com variação de -0,23% ante 1,04% do mês anterior. Hortaliças e legumes (4,24% para -3,99%), aves e ovos (-0,43% para -3,395) e carnes bovinas (-0,21% para -3,16%) foram os que mais ajudaram para a desaceleração.

O IPC só não foi menor devido ao aumento nos preços dos produtos dos grupos transportes (0,80% para 1,41%) e educação, leitura e recreação (1,42% para 2,01%). Puxaram as taxas dos dois grupos para cima a tarifa de ônibus urbano (0,21% para 1,31%), gasolina (0,70% para 1,41%), álcool combustível (5,86% para 8,74%), curso de ensino superior (0,88% para 2,50%) e curso de ensino fundamental (1,69% para 4,34%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que responde por 10% do IGP-10, cresceu 0,19 ponto percentual. A taxa passou de 0,16%, em janeiro, para 0,35%, em fevereiro. A maior contribuição para o crescimento do índice veio dos preços dos produtos do grupo materiais, cuja taxa passou de 0,23% para 0,60%.

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