A Fundação Getúlio Vargas divulgou, nesta sexta-feira, o Índice Geral de Preços -10 (IGP-10) de janeiro, que ficou em 1,02%. O resultado foi menor que a taxa apurada em dezembro (1,59%). O índice é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência. O IGP-10 leva em conta principalmente os preços no atacado, cujo índice tem um peso de 60% no seu cálculo. Em janeiro, a variação do Índice de Preços no Atacado (IPA) foi de 1,17%, enquanto no mês anterior tinha ficado em 2,15%.
O item bens finais registrou significativa redução, passando de 2,36% em dezembro para 0,23% em janeiro. A principal contribuição para essa desaceleração veio do subgrupo alimentos in natura, que teve sua taxa reduzida de 8,54% para 1,87%. O IGP-10 também é composto pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). O IPC, que têm um peso de 30% no cálculo, ficou em 0,81% ante a taxa de 0,54% do mês de dezembro, e o INCC, com peso de 10%, subiu de 0,33% para 0,55% de dezembro para janeiro.
Índice menor
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) ficou em 0,71%, na segunda prévia de janeiro, ante 0,81%, na pesquisa anterior, segundo o levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Dos sete grupos pesquisados, apenas educação apresentou maior velocidade de alta, passando de 0,83% para 1,87%.
Já o grupo de Despesas Pessoais manteve o mesmo percentual da primeira prévia (1,14%) e os demais apresentaram um recuo no ritmo de aumentos. O destaque foi o grupo de Alimentação com alta de 1,66% ante 2,03%. Na semana passada, o coordenador da pesquisa, Márcio Nakane, havia previsto a possibilidade de uma pressão neste segmento.
Segundo ele, os legumes, frutas e verduras estavam com tendência de alta, o que poderia elevar a taxa de janeiro para 0,85%. A menor taxa na segunda quadrissemana de janeiro foi constatada no grupo habitação (0,05% ante 0,11% no período anterior). Em transportes, o IPC recuou de 0,42% para 0,37%; em saúde, de 0,37% para 0,26% e em vestuário, de 0,93% para 0,67%.