O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e divulgado nesta quinta-feira, atingiu 0,42% na segunda prévia de setembro. Pela segunda vez consecutiva, a variação indica redução no ritmo de alta. Na pesquisa anterior, o IPC havia sido de 0,47% e, no fechamento de agosto, de 0,48%. O grupo habitação continua a liderar a alta de preços, com variação de 0,87%, ainda sob o efeito da conta de luz. No entanto, houve aumento em menor intensidade: a taxa dessa tarifa ficou em 5,72%, ante 8,35%. A segunda maior alta foi constatada no grupo alimentação (0,33%), que também registrou IPC inferior ao da pesquisa anterior 0,39%.
A taxa de saúde passou de 0,22% para 0,16% e de educação se manteve em 0,03%. Dos três grupos restantes, dois aumentaram o ritmo de alta: transportes (de 0,03% para 0,11%) e despesas pessoais (passou de estabilidade para 0,12%). Já vestuário passou de deflação de 0,10% para variação positiva de 0,24%.
IPC-S menor
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), apurado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), ficou menor na segunda semana de setembro em três das sete capitais pesquisadas. De acordo com dados divulgados também nesta quinta-feira, a redução mais intensa foi observada em Salvador, onde o índice passou de 0,26%, na primeira leitura do mês, para 0,07%, na semana encerrada em 15 de setembro.
Também houve decréscimo nas taxas das seguintes capitais: São Paulo (de 0,91% para 0,76%), que tem o maior peso na formação do IPC-S, e Rio de Janeiro (de 0,40% para 0,39%). A inflação subiu em Belo Horizonte (de 0,47% para 0,57%), Brasília (de 0,48% para 0,51%), Porto Alegre (de –0,01% para 0,11%) e Recife (de 0,03% para 0,32%).
O IPC-S nacional da segunda semana do mês ficou em 0,51%, 0,05 ponto percentual abaixo da taxa relativa à apuração anterior (0,56%). A principal contribuição para o decréscimo da taxa partiu dos alimentos (de 1,71% para 1,43%), especialmente frutas (de 17,66% para 15,32%) e hortaliças e legumes (de 7,54% para 7,34%).