Rio de Janeiro, 29 de Abril de 2026

Inflação perde força com a queda nos preços dos combustíveis

Quarta, 07 de Dezembro de 2005 às 10:07, por: CdB

A inflação pelo Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) desacelerou quase pela metade em novembro, devido à saída do impacto do reajuste dos combustíveis. Os custos de alimentos, por outro lado, seguraram uma queda maior. O IGP-DI subiu 0,33% em novembro, seguindo a alta de 0,63% em outubro, Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quarta-feira. Analistas previam em média uma taxa de 0,39%, com os prognósticos variando de 0,35% a 0,41%.

Entre os componentes, o Índice de Preços por Atacado (IPA) avançou 0,24%, ante 0,79% em outubro. Contribuíram para essa desaceleração as quedas de custos de querosene para motores (-18,81%), milho (-7,78%), aves (-4,41%). O IPA agrícola teve elevação de 0,62% ante 0,80% em outubro, enquanto o IPA industrial subiu 0,13% em novembro contra 0,78% no mês anterior.

O subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção teve queda de preços de 0,69%, comparado à alta de 5,6% em outubro. Já o subgrupo alimentos in natura aumentou 2,48%, após a baixa de 0,45% anterior. Entre os alimentos, as maiores pressões vieram dos aumentos de babata-inglesa, laranja e tomate.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,57%, frente à alta de 0,42% registrada no mês anterior. O núcleo do IPC avançou 0,31%, abaixo da leitura de 0,37% em outubro. O índice de difusão - que mede a porcentagem de itens com variação positiva - baixou para 54,39% em novembro contra 56,14% anterior. Os preços do grupo Transportes no varejo teve alta de 0,32%, abaixo do avanço de 1,88% em outubro.

Em contrapartida, a alta de Alimentação acelerou, para 1,42% contra 0,14% anterior. A aceleração do IPC deveu-se aos aumentos de batata-inglesa (+49,68%), tomate (+36,38%), energia elétrica (+2,23%), plano e seguro saúde e passagem aérea. Batata e tomate são itens bastante voláteis que reagem a qualquer alteração em suas safras, segundo analistas. As fortes altas vistas em um mês, no entanto, tendem a ser contrabalançadas à frente.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta de 0,28% em novembro, contra elevação anterior de 0,19%. No ano, o IGP-DI acumula alta de 1,16% e nos últimos 12 meses, de 1,68%.

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