Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Inflação perde fôlego mas analistas apostam em preços altos

Investidores e analistas ouvidos por uma pesquisa do Banco Central (BC) estimam um novo aumento na inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segunda, 17 de Fevereiro de 2014 às 03:54, por: CdB
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A imprensa conservadora tem propagandeado que a inflação está fora do controle
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) teve alta de 0,78%, na segunda prévia de fevereiro. O resultado é 0,18 ponto percentual menor do que a medição passada (0,96%). Seis dos oito grupos pesquisados apresentaram decréscimo com destaque para educação, leitura e recreação - alta de 2,47%, na segunda semana do mês, ante 3,71%, na primeira. A pesquisa é do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e mostra um avanço em ritmo maior no grupo saúde e cuidados pessoais (de 0,58% para 0,63%) sob a pressão dos artigos de higiene pessoal que ficaram em média 0,86% mais caros, ante alta de 0,44%. No período também diminuiu a intensidade de queda no grupo vestuário (de -0,25% para -0,15%) provocada pelo reajuste de preços dos calçados (de 0,25% para 0,72%). Nos demais grupos foram registradas as seguintes oscilações: alimentação (de 0,86% para 0,58%); habitação (de 0,84% para 0,78%); despesas diversas (de 3,14% para 2,79%); transportes (de 0,52% para 0,50%) e comunicação (de 0,18% para 0,16%). Os cinco itens com maior influência positiva sobre o índice foram: os cigarros (de 6,28% para 5,63%); refeições em bares e restaurantes (de 0,99% para 1,01%); empregada doméstica mensalista (de 2,07% para 2,10%); curso de ensino superior (de 6,11% para 3,27%) e curso de ensino fundamental (de 7,17% para 4%). Inflação do aluguel O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), um dos fatores que pesam na composição do quadro econômico oficial, registrou inflação de 0,3% em fevereiro deste ano, taxa inferior à observada em janeiro (0,58%). Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que calcula o indicador, o IGP-10 acumula inflação de 0,88% no ano e de 5,57% em 12 meses. A queda do índice foi puxada por uma inflação menor dos preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo. A taxa caiu de 0,55% em janeiro para 0,07% em fevereiro. Por outro lado, a inflação dos preços no varejo, medidos pelo Índice de Preços ao Consumidor, subiu de 0,76% para 0,82% no período. Também teve alta a inflação medida pelo Índice Nacional de Custo da Construção, que passou de 0,36% em janeiro para 0,7% em fevereiro. O IGP-10 é calculado com base em preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência. Expectativas Apesar da realidade, que demonstra uma desaceleração nos preços, os investidores e analistas ouvidos por uma pesquisa do Banco Central (BC) estimam um novo aumento na inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 5,93% neste ano, ante a queda para 5,89% da previsão anterior. Os números estão no boletim Focus, divulgado semanalmente pelo BC. A perspectiva para o câmbio também voltou a subir e passou de R$ 2,47 para R$ 2,48 em dezembro. Para a taxa básica de juros a previsão foi mantida em 11,25% no fim do ano. O crescimento da economia, na visão do mercado financeiro, permanece em queda e a expectativa é que o ano feche com o Produto Interno Bruto (PIB) crescendo apenas 1,79% ante a estimativa de 1,9% do levantamento anterior, com o crescimento da Produção Industrial em 1,93%. No setor externo, os números mostram que houve um aumento para US$ 73 bilhões para US$ 74,6 bilhões no déficit em conta corrente, contribuindo para esse resultado a redução do saldo previsto da balança comercial de US$ 7,9 bilhões. A previsão era US$ 8,01, na estimativa anterior. Melhorou a confiança dos aplicadores de capital de risco, já que os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) tiveram as estimativas elevadas de US$ 57,5 bilhões para US$ 58 bilhões. Os preços administrados, insensíveis às condições de oferta e de demanda de mercado - uma vez que são estabelecidos por contrato ou por órgão público -, devem subir de 4,03% para 4,06%, segundo as estimativas.
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