O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), apurado pela Fundação Getúlio Vargas, recuou de 0,58% para 0,26% na última semana de fevereiro, consolidando o movimento de desaceleração da inflação já captado por outras taxas. Foi a menor variação do IPC-S desde o início de novembro de 2003.
A queda do índice deveu-se, segundo técnicos da instituição, a menor variação dos preços dos alimentos - passou de 0,72% para 0,12% - e dos itens ligados à educação, leitura e recreação - caiu de 2,12% para 0,77%.
Juntos, os dois grupos, que representavam 67,24% do IPC-S na semana anterior ao carnaval, tiveram impacto de 0,1 ponto percentual na última taxa (38,46% da inflação). Isso significa que é cada vez menor o impacto dos aumentos sazonais apurados em janeiro e no início de fevereiro.
Porém, já apareceram no índice novas pressões de alta, alertam os analistas da FGV. Dessa vez, os reajustes foram captados nos grupos habitação - 0,22%, o de maior peso na última apuração - e saúde e cuidados Pessoais (0,39%).
A onda de reajustes no início do ano influenciou a percepção dos consumidores cariocas, mostra o Índice de Expectativa do Consumidor, calculado pela Fecomércio-RJ. O indicador caiu pelo segundo mês consecutivo e encerrou fevereiro em 98,53 pontos (queda de 1,57% sobre janeiro).
Segundo o departamento de pesquisas da Fecomércio, o otimismo é menor em todas as faixas de renda. Os consumidores com renda inferior a oito salários-mínimos parecem mais afetados pelo aumento da inflação no início de 2004. Já aqueles que ganham mais de 20 salários-mínimos foram mais influenciados pela turbulência política e pela expectativa de demora na retomada do crescimento.
Inflação pelo IPC-S volta ao patamar de novembro
Terça, 02 de Março de 2004 às 00:04, por: CdB