Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

Inflação oficial mantém tendência de queda há dois meses

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) reduziu o ritmo de alta pelo segundo mês consecutivo em março, abaixo portanto das previsões de analistas financeiros ouvidos pelo Banco Central. (Leia Mais)

Quarta, 26 de Março de 2008 às 07:05, por: CdB

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) reduziu o ritmo de alta pelo segundo mês consecutivo em março, abaixo portanto das previsões de analistas financeiros ouvidos pelo Banco Central. O indicador subiu 0,23% neste mês, após a alta de 0,64% em fevereiro, segundo informe do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta quarta-feira. A mediana das previsões constantes do último boletim Focus, do BC, em pesquisa realizada junto às 100 maiores instituições financeiras do país, indicava uma taxa de 0,27%.

A tendência de queda inflacionária foi creditada à diminuição dos custos de Educação e de Alimentação e bebidas. O primeiro grupo reverteu a alta sazonal do começo do ano e subiu 0,16%. Os alimentos avançaram 0,40%, abaixo da alta de 1,13% em fevereiro. "Os feijões, que vinham contribuindo para a alta do grupo, apresentaram queda de 1,31%. As carnes caíram mais ainda de um mês para o outro", disse o IBGE em nota.

O IPCA-15 acumulou, no ano, a elevação de 1,58%. O índice é considerado uma prévia do IPCA, que serve de referência para a meta de inflação do governo. A metodologia de cálculo é a mesma, apurando a variação de preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos em 11 regiões metropolitanas do país. A diferença está no período de coleta, já que o IPCA mede o mês calendário.

Aumento em São Paulo

O Índice de Preços ao Consumidor  (IPC) passou de 0,23% para 0,26% na terceira prévia do mês, na cidade de São Paulo. A informação é da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). As maiores altas foram constatadas em habitação (0,42%), com a mesma variação da pesquisa anterior; saúde (0,54%) e transportes (0,33%).

Esses dois últimos grupos, no entanto, subiram em ritmo menor do que na segunda prévia, quando haviam avançado em 0,36% e 0,62%, respectivamente. As maiores acelerações ocorreram em despesas pessoais - 0,32% ante 0,23%, alimentos que saíram de uma oscilação de -0,13% para -0,03% e vestuário, de -0,28% para -0,05%. Já no grupo educação foi apurado movimento inverso com o IPC passando de 0,12% para 0,08%.

 

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