Rio de Janeiro, 09 de Outubro de 2026

Inflação oficial fecha o ano no topo da meta

Sexta, 09 de Janeiro de 2009 às 09:33, por: CdB

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) variou 0,29% em dezembro, subindo 0,09 ponto percentual em relação à taxa registrada em novembro (0,38%). O índice fechou 2008 em 6,48%, resultado superior ao de 2007 (5,16%), mas dentro da meta de 6,5% estabelecida pelo Banco Central. Em dezembro de 2007, o índice havia sido de 0,97%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a pesquisa, a variação do INPC do mês passado resultou da alta de 0,12% dos alimentos e de 0,36% dos itens não-alimentícios, que em novembro variaram, respectivamente, 0,50% e 0,33%. Em 2008 os preços dos alimentos subiram 11,40%, enquanto os produtos não-alimentícios aumentaram 4,47%.

Em dezembro de 2008, o Rio de Janeiro foi a cidade pesquisada com maior variação do índice (1,04%), sobretudo, porque foi onde os alimentos apresentaram o maior aumento (0,86%) e as tarifas dos ônibus urbanos variaram 3,33%. Curitiba apresentou leve deflação no mês passado, de 0,04%.

Já Belém (8,40%) foi a região que apresentou a maior taxa do índice em 2008 e Belo Horizonte teve o menor índice (4,92%) entre as 11 cidades pesquisadas.

Calculado pelo IBGE desde 1979, o INPC se refere às famílias com rendimento monetário de um a seis salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados entre 27 de novembro e 29 de dezembro.

Alimentos

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro de 2008, também divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE, teve variação de 0,28%, 0,08 ponto percentual abaixo da taxa de novembro (0,36%). No ano, o índice registrou variação de 5,9%, o maior resultado dos últimos quatro anos – em 2004, o IPCA ficou em 7,6%.

A inflação em 2008 ficou 1,44 ponto percentual superior à de 2007 (4,46%). O resultado está abaixo do teto da meta estipulada pelo governo para a inflação de 2008 (6,5%).

Segundo o IBGE, a alta dos alimentos foi a maior contribuição para o resultado do IPCA do ano passado, com 2,42 pontos percentuais de contribuição, 41% do IPCA anual. O item refeição em restaurante foi a maior contribuição individual para o IPCA de 2008 – aumentou 14,45% no acumulado do ano. O item carnes ficou em segundo lugar, com alta de 24,02%.

Entretanto, os números do IBGE mostram que os preços dos alimentos continuaram a desacelerar, passando de 0,61%, em novembro, para 0,36%, em dezembro. A exceção foi o tomate, que teve alta de 34,11% e ficou 108,32% mais caro em 2008.

Em relação a dezembro de 2007 (0,74%), o índice do mês passado registrou recuo de 0,46 ponto percentual. A comparação com as pesquisas de anos anteriores mostra que, se de 2002 a 2006 houve tendência de queda do IPCA, os anos de 2007 e 2008 registraram aceleração da inflação.

Os produtos que contribuíram para conter o IPCA de 2008 foram os automóveis, com destaque para os automóveis usados (-4,32%) e novos (-2,25%).

Assim como em 2007, Belém voltou a ter o maior IPCA dentre as 11 capitais pesquisadas. No acumulado de 2008, a capital do Pará apresentou taxa de 7,95%. O índice mais baixo foi o de Salvador (5,15%).

O IPCA é apurado mensalmente pelo IBGE e é usado como medidor oficial da inflação do país, como referência na verificação das metas para a inflação.

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