O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,55%, mais que o dobro do registrado em abril do ano passado (0,25%). No ano o IPCA, que mede a inflação oficial do país, acumula 2,08%, mais do que em igual período de 2007 (1,51%). Em março o IPCA foi de 0,48%. Segundo relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta sexta-feira, os alimentos foram responsáveis por metade da taxa do mês (0,28 ponto percentual).
O pão francês ficou 7,33% mais caro em abril. Outros derivados de trigo também tiveram os preços majorados. O IBGE também divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) que fechou o mês de abril em 0,64%, mais que o dobro do mesmo período de 2007 (0,26%). No mês passado, o índice havia sido de 0,51%.
A alta exagerada nos preços já eram esperadas após a divulgação, nesta semana, do IGP-DI de abril, que surpreendeu negativamente os analistas e pressionou fortemente o mercado de juros futuros. Entre os componentes do IGP-M, o Índice de Preços por Atacado (IPA) teve alta de 1,82%, ante avanço de 0,26% na primeira leitura de abril. Os produtos agropecuários dispararam 1,27%, seguindo a queda de 1,52% na abertura do mês passado. Os industriais avançaram fortes 2,04%, acima da elevação de 0,96% anterior.
As maiores altas individuais no atacado vieram de minério de ferro (29,49%), arroz em casca (32,76%), ferro gusa (22,37%), arroz beneficiado (31,71%) e bovinos (2,63%). A maioria desses itens faz parte do subitem matérias-primas brutas, cujos preços subiram 3,92% no início do ano, ante queda de 1,6%, muito por causa da alta nos preços internacionais das commodities.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), também calculado pelo IGBE, subiu 0,27%, após avançar 0,40% no período anterior. A desaceleração ao consumidor deveu-se sobretudo à menor alta do grupo Alimentação, de 0,35% na abertura de maio ante 0,84% na de abril. As principais quedas individuais de preços no varejo foram de tarifa de energia, tomate, feijão carioquinha, laranja pêra e banana prata.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,79%, após a variação positiva de 0,59% na abertura de abril. No ano, o IGP-M acumula avanço de 4,48% e nos últimos 12 meses, de 11,25%. O IPA acumula no ano avanço de 14,32%.
Pãozinho francês
Os maiores custos de alimentos pressionaram a inflação pelo IPCA, mês passado, embora não tenha fugido do que esperavam analistas de mercado ouvidos pelo Banco Central. Quando vários indicadores da inflação surgiram, esta semana, acima do esperado, o IPCA em linha com as previsões é uma boa notícia para o mercado, pois serve de referência para o sistema de metas de inflação. O relatório, no entanto, apresenta alguns pontos negativos. A taxa em 12 meses, que ficou em 5,04 %, superando os 5 % pela primeira vez desde março de 2006 é um deles.
A alta do IPCA, em abril, compara-se com variação positiva de 0,48 % em março, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira. O índice de abril marca a maior leitura desde dezembro. Os preços do grupo Alimentos subiram 1,29%, acima da variação de 0,89%, sendo responsáveis por 0,28 ponto percentual do IPCA do mês.
A maior pressão veio do pão francês, com alta recorde de 7,33 % e a maior contribuição individual. "Além do pão, outros derivados do trigo ficaram mais caros: farinha, pão doce, macarrão e pão de forma. Também aumentaram os preços de cebola, leite pasteurizado, óleo de soja, arroz e carnes", acrescentou o relatório. No acumulado do ano, o IPCA chega a 2,08%.