A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou em linha com o esperado em novembro, pressionado pelos alimentos, e a taxa em 12 meses teve ligeiro aumento. O indicador avançou 0,41% em novembro, após alta de 0,28% em outubro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. Foi a maior taxa desde maio.
Analistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters esperavam avanço de 0,40%, segundo a mediana dos prognósticos de 19 instituições financeiras, que variaram de 0,38% a 0,43%.
"Após quatro meses em queda, o grupo Alimentação e bebidas voltou a subir (de queda de 0,09% em outubro para alta de 0,58% em novembro) e exerceu a principal pressão de alta no índice de outubro para novembro", afirmou o IBGE em nota.
Os destaques de alta entre os alimentos foram batata-inglesa, com a principal contribuição individual do mês, de 0,06 ponto percentual, e cebola. No ano, o IPCA acumulou alta de 3,93%. Em 12 meses, a elevação foi de 4,22%, um pouco acima da taxa em 12 meses até outubro, de 4,17%.
Alta reduzida
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), ficou em 0,20% na primeira prévia de dezembro, inferior à taxa registrada no fechamento de novembro (0,29%). Essa é a menor variação desde a terceira prévia de outubro (0,16%).
Dos sete grupos pesquisados, quatro apresentaram inflação menor do que na medição passada, entre eles alimentação, que tem forte peso na composição do IPC e atingiu 0,17% ante 0,30%. Os outros apresentaram as seguintes variações: em habitação, o IPC passou de 0,21% para 0,07%; em transportes, de 0,35% para 0,17%; e em saúde, de 0,23% para 0,17%.
O grupo educação manteve a taxa do encerramento de novembro (0,09%). Segundo o levantamento da Fipe, dois grupos apresentaram alta: despesas pessoais, de 0,47% ante 0,44%, e vestuário, que apresentou taxa de 0,66%, bem acima da anterior (0,35%).