O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) subiu 0,93% na segunda leitura de janeiro, depois da alta de 1,54% registrada no mesmo período de dezembro, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV), nesta segunda-feira.
O Índice de Preços por Atacado (IPA) teve alta de 1,06% na segunda leitura deste mês, ante avanço de 2,08% em igual período de dezembro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou 0,77%, frente ao crescimento de 0,58% na segunda prévia do mês passado. E o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,44%, depois da elevação de 0,30% no mesmo período do mês anterior.
Juros em alta
Nestas terça e quarta-feiras, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central realiza a primeira reunião do ano para avaliação da conjuntura econômica, interna e externa, e para definir os rumos da taxa básica de juros, também chamada de taxa Selic porque remunera os títulos depositados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia. A taxa Selic em vigor, de 11,25% ao ano, é mantida há um semestre, e os analistas de mercado ouvidos na última pesquisa do BC (dia 11 deste mês) estimam que o Copom não vai mexer no índice. Mas, em virtude da turbulência financeira no mercado norte-americano, no decorrer desta semana, começam a aparecer defensores de ligeira elevação dos juros.
É o caso, por exemplo, do economista Istvan Kasznar, conselheiro da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), que advoga uma possível elevação de 0,25 ponto percentual, que seria, segundo ele, "um pequeno aperto monetário para cortar, na raiz, o indesejável repique da inflação".
O dirigente da Acrefi acha que se não houver mudança na taxa o Copom deveria pelo menos adotar a opção por "viés de alta", que permite elevação da taxa Selic no intervalo entre reuniões do colegiado do BC. Seria uma sinalização, segundo ele, de que a autoridade monetária está atenta, de modo a evitar que pressões inflacionárias internas, associadas à crise norte-americana, "tornem o momento econômico mais delicado do que já está".
A reunião do colegiado de diretores do BC é realizada em duas sessões. O primeiro dia (terça-feira) é destinado a apresentações técnicas de conjuntura por chefes de departamentos, enquanto que a segunda sessão, na quarta-feira, é reservada exclusivamente aos diretores, que decidem sobre as diretrizes da política monetária.
O final da segunda sessão é o momento mais aguardado pelo mercado financeiro, pois só então o BC anuncia a taxa de juros a ser aplicada à economia já no dia seguinte.