Constatei, e vejo hoje que até os especialistas - economistas inclusive - constataram o mesmo: está muito empolada, de difícil entendimento a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central (BC). Mais parece uma enrolação, um propósito de "ficar no muro" (leiam o Destaque do dia no alto do blog).
Na íntegra da ata, o COPOM assinala que o BC identifica no cenário econômico brasileiro atual riscos elevados para a convergência "tempestiva" da inflação para o centro da meta, de 4,5%. Para o Banco, permanece um nível de incerteza "acima do usual" e o cenário de inflação não evoluiu favoravelmente.
No documento seus diretores advertem, ainda, que há influência "ambígua" do cenário internacional sobre o comportamento da inflação doméstica. Neste front interno, os integrantes do COPOM avaliam que as medidas macro-prudencias, recentemente implementadas, e ações convencionais de política monetária ainda terão seus efeitos incorporados à dinâmica dos preços.
"Embora as incertezas que cercam o cenário global e, em menor escala, o doméstico, não permitam identificar com clareza o grau de perenidade de pressões recentes, o Comitê avalia que o cenário prospectivo para a inflação não evoluiu favoravelmente", diz o documento, para acrescentar: "No último trimestre de 2010 e no início deste ano, a inflação foi forte e negativamente influenciada pela dinâmica dos preços de alimentos, em parte, reflexo de choques de oferta domésticos e externos".