Rio de Janeiro, 22 de Agosto de 2026

Inflação na mira do governo

Quarta, 27 de Abril de 2011 às 13:36, por: CdB

Assertivas importantes no combate à inflação foram destacadas pelos representantes do governo que participaram da primeira reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o "Conselhão" na gestão Dilma.

A própria presidenta da República Dilma Roussef, como já comentamos neste blog ontem, reafirmou seu compromisso no combate à inflação, avisando a todos que o momento exige "serenidade" e não um maior aquecimento da economia.

Esta posição também foi firmada pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e pelo presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini. O chefe da autoridade monetária apontou o esforço redobrado do governo para colocar a inflação na meta no próximo ano - meta, segundo ele, que será buscada ao longo do tempo.

O principal desafio

Tombini também apontou como principal desafio - além da conversão da inflação apesar da alta dos preços das commodities - a contenção do exagerado fluxo do capital estrangeiro para o Brasil. Ele reforçou as colocações do ministro Guido Mantega (Fazenda), no sentido de que as medidas tomadas pelo governo fizeram os fluxos cambiais ficar no "zero a zero" até o dia 20 pp.

O presidente do BC lembrou as medidas macroprudenciais tomadas durante a crise internacional de 2008: "elas ajudam a fazer com que o crédito cresça a um ritmo mais moderado e a inflação seguir para a meta". Tombini acentuou que "as projeções do BC para a inflação são um pouco melhores do que as do mercado".

O compromisso da autoridade monetária, frisou, é que inflação fique em 4,5% - no centro da meta, portanto, no próximo ano. Tombini também apontou a inflação hoje como um problema global, citando dados da realidade inflacionária de diversos países do mundo.

Situação brasileira é reflexo da global


Em sua visão, a inflação brasileira é um reflexo desta situação global, embora apresente causas locais. A mesma visão foi compartilhada na reunião do CDES pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior.

 

"Ela depende de medidas internacionais, mas estamos atentos para impedir o contágio desses fatores internacionais sobre a nossa economia", disse a titular do Planejamento.

"No Brasil - concluiu a ministra - (a inflação) é proporcionalmente inferior a de outros países. Na China, ela saltou de 2,4% para 5,4%; no Canadá de 1,4% para 3,3%; e no Brasil, de 5,2% para 6,3%, que é nossa previsão para 2011."

 

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