Rio de Janeiro, 16 de Agosto de 2026

Inflação medida pelo IPC-S é de 0,29%, indica FGV

Segunda, 08 de Setembro de 2003 às 17:10, por: CdB

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) apurou inflação de 0,29% medida pelo IPC-S de 2 de setembro. Em relação à última semana, a taxa foi 0,19 ponto percentual maior. O resultado encerrou o ciclo de desacelerações registrado a partir da segunda semana de agosto.

Os grupos que contribuíram para a aceleração da taxa foram: Alimentação, Habitação, Vestuário, Transportes e Despesas Diversas. Contudo, os grupos que contribuíram mais fortemente para a pressão altista foram Alimentação e Transportes. Somados, ambos representam 40,20% da ponderação total do IPC-S.

O grupo Alimentação, após dez semanas de taxas negativas, registrou, nesta primeira semana de setembro, variação positiva de 0,02%. Esta variação foi 0,47 ponto percentual superior à registrada na última semana. Somente dois itens deste grupo sofreram desaceleração em suas taxas: massas e farinhas e carnes de outros animais, com variações reduzidas em 0,01 ponto e 1,07 ponto, respectivamente.

Frutas e hortaliças e legumes registraram as maiores evoluções em pontos percentuais. Ambas aceleraram-se, respectivamente, 2,09 pontos e 1,28 ponto. Além deste destaque, estes mesmos dois itens registraram as taxas máxima e mínima de variação neste grupo: hortaliças e legumes, com variação de -6,70%, e frutas, 3,98%.

O grupo Habitação registrou variação de 0,59%. Com o fim da influência da tarifa telefônica residencial, este grupo havia sofrido uma forte desaceleração na última semana. Contudo, uma nova influência tarifária impediu que o grupo continuasse sua trajetória de desaceleração.

A taxa de água e esgoto residencial apresenta-se como nova pressão sobre o grupo Habitação. Nesta ponderação, houve 1,28% de reajuste para a referida taxa, que contribuiu com 0,02 ponto percentual para a formação do IPC-S.

Segundo a FGV, os reajustes verificados nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo continuarão a influenciar, de maneira crescente, a formação da taxa do grupo Habitação por todo o mês de setembro, visto que seus reajustes ocorreram após o fechamento do IPC-S de agosto. A tarifa elétrica residencial também representou pressão de alta. Sua taxa passou de 2,27% para 2,51%.

A título de simulação, retirando-se as influências da taxa de água e esgoto e da eletricidade residencial, a variação deste IPC-S ficaria em torno de 0,14%.

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