Os preços das commodities se mantêm como principais responsáveis pelas pressões nos custos do mercado atacadista e a inflação, medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), este mês, sobe para o maior patamar desde dezembro, embora os números não tenham surpreendido os analistas financeiros ouvidos pelo Banco Central, para a publicação do boletim Focus, na segunda-feira. Com alta de 1,61%, o indicador mais que dobrou em relação ao mês passado, quando bateu 0,69%. Os dados estão em pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgada nesta quinta-feira.
O Índice de Preços por Atacado (IPA) teve alta de 2,01%, este mês, ante variação positiva de 0,65% no anterior. No campo, o IPA agrícola registrou avanço de 2,29% em maio, depois de cair 1,19%, em abril. E nos grandes centros produtores, o IPA industrial acelerou a tendência de alta para 1,91%, após 1,37% no mês passado. Quanto ao Índice de Preços ao Consumidor (IPC), o avanço chegou a 0,68%, ante taxa de 0,76% em abril.
Entre as maiores altas individuais de preços estão o arroz em casca (30,80%), o minério de ferro (11,76%), a carne bovina (3,57%), o óleo diesel (5,19%) e os adubos e fertilizantes (7,47%).
"A principal contribuição no sentido descendente partiu do grupo Habitação, com destaque para o item tarifa de eletricidade residencial", após queda de 2,02%, disse a FGV em nota.
Outro setor que teve um movimento de desaceleração foi o de Vestuário. Já os custos de Saúde subiram em ritmo maior, enquanto os de Alimentação aumentaram 1,77%, praticamente a mesma alta do mês anterior.
A energia elétrica foi a principal queda individual de preços no varejo, seguida por feijão carioquinha (-11,71%), banana prata (-10,79%), laranja-pêra (-8,34%) e ovos (-3,89%).
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 1,10%, depois do aumento de 0,82% em abril. A aceleração veio de maiores variações de aço e ajudante especializado.
No ano, o IGP-M acumula alta de 4,74% e nos últimos 12 meses, de 11,53%.