Rio de Janeiro, 13 de Agosto de 2026

Inflação medida pelo IGP-10 registra nova alta em fevereiro

Quarta, 16 de Fevereiro de 2011 às 04:06, por: CdB

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), da Fundação Getulio Vargas, variou 1,03% em fevereiro deste ano, taxa superior à registrada no mês anterior (0,49%). A alta foi puxada pelos subíndices de Preços ao Produtor Amplo (IPA) e de Preços ao Consumidor (IPC). O Índice de Preços ao Produtor Amplo teve uma taxa de 1,16% em fevereiro, ante 0,35% em janeiro. O aumento da inflação foi influenciado por produtos como os alimentos in natura, que tiveram sua taxa elevada de -3,65% para 0,29% no período, e minério de ferro, que passou de -0,92% para 5,62%. O Índice de Preços ao Consumidor teve uma alta menos acentuada, passando de 0,90% para 0,92% de janeiro para fevereiro. Entre as classes de despesa que contribuíram para a alta está a de transportes, cuja taxa passou de 1,07% em janeiro para 2,45% em fevereiro, influenciada principalmente pela tarifa de ônibus urbano (de 1,53% para 5,72%) Entre os três subíndices que compõem o IGP-10, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) foi o único que teve redução na taxa, passando de 0,50% em janeiro para 0,42% em fevereiro. O IGP-10 de fevereiro foi medido entre os dias 11 de janeiro e 10 deste mês. Índice semanal O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) avançou 0,82% na segunda prévia de fevereiro, após alta de 1,16% na primeira prévia do mês, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quarta-feira. Cinco das sete classes de despesa pesquisadas registraram decréscimos em suas taxas de variação, disse a FGV. A principal contribuição veio do grupo Alimentação, que subiu 0,55% na segunda prévia, após alta de 1,15% na primeira. Dentro do grupo, destaque para hortaliças e legumes, frutas e carnes bovinas. Outros grupos que colaboraram para a desaceleração do IPC-S foram Educação, Leitura e Recreação, que passou para 1,95%, de 2,92%, Transportes, com alta de 2,21% após 2,80%, Vestuário, cuja queda foi de 0,47% na segunda prévia após recuo de 0,06% na primeira, e Saúde e Cuidados Pessoais, com alta de 0,32% agora, de 0,39% na anterior. Entre os destaques individuais, estiveram cursos formais, tarifa de ônibus urbano, roupas e artigos de higiene e cuidado pessoal. Já os grupos Habitação e Despesas Diversas tiveram aceleração, subindo 0,46% e 1,48%, respectivamente.

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