Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026

Inflação interrompe ciclo de alta após a redução nos preços dos alimentos

Sexta, 06 de Dezembro de 2013 às 12:04, por: CdB
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A inflação caiu com a redução no preço dos alimentos
O recuo da inflação oficial de novembro, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) se deve principalmente ao grupo alimentos, que registrou variação de 0,56%, quase a metade do 1,03% de outubro. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou, nesta sexta-feira, que o indicador que mede a inflação oficial retrocedeu 0,03 ponto percentual, chegando a uma taxa mensal de 0,54% e a um índice acumulado em 12 meses de 5,77%. Segundo a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, alguns importantes produtos alimentícios se mantêm com altas expressivas, apesar da desaceleração do grupos alimentação em novembro. Em geral, os aumentos, diz, estão ligados à quebra de safra do trigo na Argentina, principal fornecedor do Brasil, e ao câmbio, que ampliou os custo de importação. Nessa lista, além do macarrão, estão as altas do pão francês (1,05%), farinha de trigo (1,67%) e café da manhã fora de casa (1,24%) – este último avançou por conta da alta dos panificados. – O Brasil importa a maior parte do trigo e paga menos pelo produto argentino [que tem alíquota menor por causa do acordo do Mercosul]. Foi preciso importar com um custo maior dos EUA – diz. O arroz (-1,04%) e o feijão-carioca (-7,96%) estão entre os destaques do resultado. Alho (-6,52%), cebola (-5,13%), leite longa vida (-2,44%) e óleo de soja (-0,78%) também se inserem no grupo que influenciou a queda, assim como outras variedades de feijão, o mulatinho (-1,98%) e o preto (-1,04%). A desaceleração do índice também incluiu ítens importantes da mesa do brasileiro: carnes, de 3,17% para 0,92%; pão francês, de 1,48% para 1,05%; e o tomate, de 18,65% para 11,58%. A cerveja, de 1,17% para 1,09%, e a farinha de trigo, de 3,75% para 1,67%, foram outros que recuaram na variação. O macarrão subiu de 1,39% para 2,33%; e as hortaliças e verduras, de -2,34% para 2,86%. Os açúcares também tiveram aumento da inflação, com uma alta de 0,13% para 2,42% (refinado), e de 0,04% para 1,58% (cristal). A inflação dos alimentos se comportou de maneira diferente nas capitais, registrando queda de 0,04% em Curitiba e alta de 1,08% em Fortaleza, por exemplo. No ano, os produtos que acumulam maior alta foram farinha de trigo (32,56%), feijão preto (24,58%) e o leite em pó (21,85%). Os que mais caíram foram óleo de soja (-17,64%), açúcar refinado (-14,50%) e cebola (-14,48%). O índice do mês foi beneficiado com o fato de reajuste da gasolina vir no final de novembro e apenas incidirá sobre o IPCA de dezembro. Pelos dados do IBGE, a inflação acumulada em 12 meses perdeu força e, em outubro, atingiu 5,84%, na menor taxa do ano até então e também abaixo do teto da meta do governo. Desta forma, o IPCA caminha para fechar 2013 num patamar semelhante ao de 2012, quando o índice foi de 5,84%. De janeiro a novembro, a taxa acumulada no ano ficou em 4,95%, segundo o IBGE. Também tiveram variação menor os itens de artigo de residência (0,38% em novembro) e vestuário (0,85%). Já os transportes e habitação, os grupos de maior peso ao lado dos alimentos, aceleraram, com altas de 0,36% e 0,69%, respectivamente.
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