Rio de Janeiro, 26 de Abril de 2026

Inflação fecha 2005 em alta, mas dentro da meta

A inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou 2005 em 5,69%, cumprindo a meta pelo segundo ano consecutivo em meio a uma valorização do real e a um bom comportamento dos custos de produtos agrícolas. O dado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. (Leia Mais)

Quinta, 12 de Janeiro de 2006 às 09:10, por: CdB

A inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou 2005 em 5,69%, cumprindo a meta pelo segundo ano consecutivo em meio a uma valorização do real e a um bom comportamento dos custos de produtos agrícolas. O dado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, segue a taxa de 7,6% em 2004. A meta de inflação de 2005 era de 4,5%, com tolerância de 2,5 pontos percentuais para cima ou para baixo, mas o Banco Central anunciou que passaria a perseguir um alvo de 5,1%.

O ano passado marcou o segundo ano consecutivo de cumprimento da meta. Desde 1999, ano de implementação do sistema, o país cumpriu a meta (contando com o intervalo de tolerância) quatro vezes. Entre os grupos, Transportes teve a maior alta em 2005, de 8,07%, e Alimentação e Bebidas registrou a menor, de 1,99%.

"A redução na taxa de um ano para o outro foi propiciada, basicamente... por boa oferta de produtos agrícolas e significativa influência do câmbio apreciado", disse o IBGE em comunicado.

Também segundo o IBGE, fatores como a boa oferta de produtos agrícolas, apesar da queda de 5,5% na safra de 2005, a queda do dólar, que colaborou com a estabilidade de preços em produtos como higiene pessoal e a queda de produtos de informática e TVs, contribuíram para o recuo da inflação na comparação com o ano de 2004. As principais pressões para cima vieram de preços administrados e monitorados, com destaque para ônibus urbano (10,44% de alta no ano e impacto de 0,52 ponto percentual), reajuste de empregados domésticos (11,52%), energia elétrica (8,03%) e telefone fixo (6,68%).

O IBGE acrescentou que, em dezembro, o IPCA subiu 0,36%, abaixo da alta de 0,55% em novembro. Economistas previam em média alta de 0,32% para dezembro e de 5,62% para o ano. O IPCA mede a variação dos preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Brasília e Goiânia. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede os preços para famílias com renda de até 8 salários, subiu 5,05% em 2005, ante 6,13% em 2004.

Ao longo do ano passado, a maior taxa acumulada foi registrada na região metropolitana de Recife, com 7,10%, e a taxa mais baixa, em Curitiba (4,79%). São Paulo registrou uma inflação acumulada de 5,38% e o Rio de Janeiro, de 5,34%. Em dezembro, a alta foi de 0,40%, comparado a 0,54% em dezembro.

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