A inflação ao consumidor em São Paulo manteve-se em aceleração, embora abaixo do esperado, ainda pressionada pelos aumentos de remédios. A inflação subiu para 0,39% na segunda quadrissemana de maio, ante a taxa de 0,36% na primeira quadrissemana, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta quarta-feira.
Analistas previam uma taxa de em média 0,41% para a segunda quadrissemana, que mediu os preços de 16 de abril a 15 de maio. O grupo do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) que registrou a maior alta no período foi Saúde, que inclui remédios, cujos preços subiram em média 2,33%.
Mas os preços já começam a desacelerar. Na primeira quadrissemana, o avanço foi maior, de 2,85%. Os custos de Alimentação subiram 0,34%, contra 0,19% na primeira quadrissemana. O único grupo a apresentar queda de preços na segunda quadrissemana foi novamente Vestuário, com baixa de 0,07%.
O IPC mede a variação dos preços no município de São Paulo de famílias com renda até 20 salários mínimos. A Fipe, da Universidade de São Paulo, divulga os dados do IPC a cada semana.