A inflação no município de São Paulo, em julho, foi a segunda maior do ano, após dois meses consecutivos de deflação. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP (Fipe), registrou alta de 0,21% no mês passado, depois de cair 0,31% em junho e recuar 0,22% em maio. O índice de inflação apurado na cidade em julho é menor somente do que o verificado em janeiro, quando atingiu 0,50%.
A interrupção da trajetória de deflação acompanhou o movimento dos alimentos, que passaram a subir após seis meses seguidos em queda. O grupo Alimentação registrou alta de 0,31% em julho, contra queda média de 1,36% no mês anterior. Transportes, que vinha em queda desde abril --por conta principalmente do recuo no preço do álcool durante a safra da cana-de-açúcar--, também inverteu a direção e subiu 0,42% em julho.
Os demais grupos que fazem parte da pesquisa da Fipe apontaram as seguintes variações no último mês: Habitação (0,06%); Despesas Pessoais (0,36%); Saúde (0,83%); Vestuário (-0,93%); e Educação (0,04%). Com a inflação próxima de zero nos primeiros seis meses do ano e a perspectiva de poucas pressões na segunda parte de 2006, o coordenador da Fipe, Paulo Picchetti, reduziu a previsão de taxa para o acumulado do ano, de 4% para 2,5%.
Se confirmada essa projeção, será a menor inflação anual no município de São Paulo em oito anos. Em 1998, o IPC-Fipe havia registrado deflação de 1,79%.