Rio de Janeiro, 11 de Outubro de 2026

Inflação em queda e juros estáveis, prevêem analistas financeiros

A projeção de analistas de mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no final deste ano caiu de 6,39% para 6,35%. Para 2009, a estimativa é de 5,25%, contra os 5,20% previstos anteriormente. A informação consta do boletim Focus, publicação semanal do Banco Central elaborada com base em projeção de analistas de mercado sobre os principais indicadores da economia. (Leia Mais)

Segunda, 01 de Dezembro de 2008 às 09:48, por: CdB

A projeção de analistas de mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no final deste ano caiu de 6,39% para 6,35%. Para 2009, a estimativa é de 5,25%, contra os 5,20% previstos anteriormente. A informação consta do boletim Focus, publicação semanal do Banco Central elaborada com base em projeção de analistas de mercado sobre os principais indicadores da economia. Para o Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe) da Universidade de São Paulo (USP) a estimativa passou de 6,55% para 6,58% neste ano e foi mantida em 4,72% para 2009.

Quanto aos preços administrados por contrato, a projeção caiu de 3,70% para 3,61% em 2008 e aumentou de 5,33% para 5,39% no próximo ano. Esse indicador regula os valores cobrados por serviços monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo e outros).

Para o mercado atacadista, a projeção do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu de 10,90% para 10,80%, neste ano, e foi ajustada de 5,75% para 5,80% em 2009. A estimativa para o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) caiu de 10,92% para 10,55%, neste ano, e subiu 5,95% para 6%, em 2009.

Cotação do dólar

Ainda segundo o boletim Focus, o dólar deve ficar em R$ 2,20 ao final deste ano, segundo estimativas de analistas de mercado, que na semana anterior previam o câmbio a R$ 2,10. Para 2009, o ajuste foi de R$ 2,10 para R$ 2,15.

Sobre o crescimento da economia (Produto Interno Bruto, o PIB), eles mantiveram a projeção da semana anterior de 5,24% e para 2009 fizeram um ajuste de 3% para 2,80%.

A estimativa para o superávit comercial (saldo de exportações menos importações) neste ano foi mantida em US$ 23,6 bilhões. Para 2009, a projeção caiu de US$ 13,71 bilhões para US$ 13,66 bilhões.

Os analistas mantêm, há quatro semanas, a expectativa de déficit de US$ 30 bilhões no saldo das transações correntes (todas as operações do Brasil com o exterior) em 2008 e alteraram a estimativa de US$ 30,03 bilhões para US$ 30 bilhões no próximo ano.

A projeção para o investimento estrangeiro direto (dinheiro que entra na parte produtiva da economia, a chamada economia real, gerando emprego e renda) em 2008 foi mantida em US$ 35 bilhões e em 2009, em US$ 25 bilhões.

Juros estáveis

Quanto à taxa básica de juros, a Selic, é mantida a estimativa para o final de 2008 (13,75%) há quatro semanas, mas, para 2009, o ajuste foi de 13,31% para 13,50%. A última reunião deste ano do Comitê de Política Monetária (Copom), que define a Selic, será nos próximos dias 9 e 10 e, portanto, os analistas não esperam mais elevação dos juros básicos.

Para o crescimento da produção industrial neste ano, eles reduziram a expectativa de 5,78% para 5,76%. Em 2009, a projeção é de uma expansão de 3,10%, contra os 3% da estimativa anterior.

Para este ano, os analistas projetam a dívida líquida do setor público em 38,45% do PIB, ante a expectativa anterior de 39%. Para 2009, a estimativa é mantida em 38%, há duas semanas. Quanto menor a relação entre dívida e PIB, maior é a confiança do investidor na capacidade do Brasil de honrar seus compromissos.

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