A projeção de analistas de mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no final deste ano caiu de 6,39% para 6,35%. Para 2009, a estimativa é de 5,25%, contra os 5,20% previstos anteriormente. A informação consta do boletim Focus, publicação semanal do Banco Central elaborada com base em projeção de analistas de mercado sobre os principais indicadores da economia. Para o Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe) da Universidade de São Paulo (USP) a estimativa passou de 6,55% para 6,58% neste ano e foi mantida em 4,72% para 2009.
Quanto aos preços administrados por contrato, a projeção caiu de 3,70% para 3,61% em 2008 e aumentou de 5,33% para 5,39% no próximo ano. Esse indicador regula os valores cobrados por serviços monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo e outros).
Para o mercado atacadista, a projeção do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu de 10,90% para 10,80%, neste ano, e foi ajustada de 5,75% para 5,80% em 2009. A estimativa para o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) caiu de 10,92% para 10,55%, neste ano, e subiu 5,95% para 6%, em 2009.
Cotação do dólar
Ainda segundo o boletim Focus, o dólar deve ficar em R$ 2,20 ao final deste ano, segundo estimativas de analistas de mercado, que na semana anterior previam o câmbio a R$ 2,10. Para 2009, o ajuste foi de R$ 2,10 para R$ 2,15.
Sobre o crescimento da economia (Produto Interno Bruto, o PIB), eles mantiveram a projeção da semana anterior de 5,24% e para 2009 fizeram um ajuste de 3% para 2,80%.
A estimativa para o superávit comercial (saldo de exportações menos importações) neste ano foi mantida em US$ 23,6 bilhões. Para 2009, a projeção caiu de US$ 13,71 bilhões para US$ 13,66 bilhões.
Os analistas mantêm, há quatro semanas, a expectativa de déficit de US$ 30 bilhões no saldo das transações correntes (todas as operações do Brasil com o exterior) em 2008 e alteraram a estimativa de US$ 30,03 bilhões para US$ 30 bilhões no próximo ano.
A projeção para o investimento estrangeiro direto (dinheiro que entra na parte produtiva da economia, a chamada economia real, gerando emprego e renda) em 2008 foi mantida em US$ 35 bilhões e em 2009, em US$ 25 bilhões.
Juros estáveis
Quanto à taxa básica de juros, a Selic, é mantida a estimativa para o final de 2008 (13,75%) há quatro semanas, mas, para 2009, o ajuste foi de 13,31% para 13,50%. A última reunião deste ano do Comitê de Política Monetária (Copom), que define a Selic, será nos próximos dias 9 e 10 e, portanto, os analistas não esperam mais elevação dos juros básicos.
Para o crescimento da produção industrial neste ano, eles reduziram a expectativa de 5,78% para 5,76%. Em 2009, a projeção é de uma expansão de 3,10%, contra os 3% da estimativa anterior.
Para este ano, os analistas projetam a dívida líquida do setor público em 38,45% do PIB, ante a expectativa anterior de 39%. Para 2009, a estimativa é mantida em 38%, há duas semanas. Quanto menor a relação entre dívida e PIB, maior é a confiança do investidor na capacidade do Brasil de honrar seus compromissos.