No front da inflação, a projeção para IPCA em 2011 segue em queda. Pela 5ª semana consecutiva, a Pesquisa Focus, promovida pelo Banco Central entre as principais fontes do mercado financeiro, reduziu suas estimativas para o índice que recuou para os 6,22%, ante previsão de 6,23% na semana passada.
E, no campo do consumo, o que vemos é a sua manutenção. Um exemplo são as vendas de veículos que cresceram 10,1% em maio ante abril e 26,9% em relação a maio de 2010. Elas somaram no período 318,5 mil unidades no mês passado, informa a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA). No acumulado deste ano, foram comercializadas 1,43 milhão de unidades, um crescimento de 8,8% na comparação com os veículos comercializados em igual período de 2010.
Ponto de inflexão
Mas, apesar do resultado fechado do mês de maio, quando o critério são vendas diárias, há sinal de um recuo. Segundo o presidente da Associação, Cledorvino Belini, em maio - 22 dias úteis - foram comercializados 14.479 veículos por dia, enquanto em abril - 19 dias úteis - as vendas diárias foram de 15.220 unidades.
"No ano passado, o crédito para a venda de veículos crescia cerca de R$ 3 bi a R$ 4 bi por mês. Neste ano, o aumento tem sido da ordem de R$ 1 bi por mês. Isso (as medidas macroprudenciais tomadas pelo governo) está afetando o varejo", disse o presidente da Anfavea.
Ou seja, em relação aos dois temas, inflação e consumo, seguimos na mesma. A primeira cai e o segundo se sustenta. Indício de que a economia vai crescer e se estabilizar até 2012. Bom sinal para o país. Representa mais emprego e renda, mais investimento e crescimento sustentável, sem endividamento e sem déficit externo.