Inflação é o tema dominante na agenda da última semana de março. O Banco Central (BC) divulgará o trimestral Relatório de Inflação, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) fechará o IGP-M do mês e a Fipe detalhará a terceira prévia do IPC também de março. Esses índices podem reforçar a expectativa de que está no fim o aperto monetário deflagrado pelo BC em setembro do ano passado.
A inflação medida pelo IPCA-15, anunciada na quinta-feira, caiu praticamente à metade de fevereiro para março. A desaceleração era esperada, mas superou as projeções mais otimistas que apontavam para cerca de 0,40%. O IPCA-15 de março fechou em 0,35% e potencializou a reação do mercado à ata do Comitê de Política Monetária (Copom), considerada mais branda e menos comprometida com mais um aumento do juro básico (Selic).
- A ata veio como esperávamos. O Copom reconheceu o risco de variáveis externas pressionarem a inflação, como alta do petróleo e maior volatilidade dos títulos do Tesouro americano, mas também reconheceu que o ritmo da atividade econômica está enfraquecendo. Acreditamos que a Selic fica onde está. Em abril permanece em 19,25% ao ano. E o espaço dedicado pelo Copom às expectativas de inflação trimestres à frente muda a perspectiva, embora não seja um foco novo - afirma Marcelo Salomon, economista-chefe do Unibanco.