Rio de Janeiro, 25 de Agosto de 2026

Inflação dobra em São Paulo ao longo de apenas um mês

A inflação ao consumidor em São Paulo dobrou em abril, exatamente em linha com a previsão do mercado, em razão de uma aceleração de preços em seis dos sete grupos que compõem o índice, com destaque para alimentos e combustíveis.

Terça, 03 de Maio de 2011 às 08:48, por: CdB
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A inflação ao consumidor em São Paulo dobrou em abril, exatamente em linha com a previsão do mercado, em razão de uma aceleração de preços em seis dos sete grupos que compõem o índice, com destaque para alimentos e combustíveis. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou 0,70% em abril, ante 0,35% em março, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta terça-feira. Analistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters estimavam uma taxa de 0,70%, de acordo com a mediana de 11 respostas que oscilaram de 0,65 a 0,71%. Os custos do grupo Alimentação subiram 0,46% nesta leitura, ante 0,09% na anterior. Os de Transportes aceleraram a alta para 1,44%, contra 1,04%, refletindo sobretudo o reajuste dos combustíveis. Os preços de Vestuário registraram elevação de 0,68% em abril, comparado a 0,02% em março. Os de Saúde avançaram 1,55% agora, contra 0,60% antes, enquanto os de Despesas pessoais tiveram aumento de 0,85% nesta leitura, contra 0,20%. Já os preços de Educação subiram um pouco menos, em 0,04% em abril, após 0,13% em março. O IPC mede a variação dos preços no município de São Paulo de famílias com renda até 20 salários mínimos. Inflação europeia Em linha com o discurso do ministro da Fazenda, Guido Mantega, acerca de uma inflação mundial e não apenas localizada no Brasil, os preços no atacado da zona do euro aumentaram um pouco mais que o esperado em março, devido a um salto nos custos de energia. A agência de estatísticas Eurostat informou nesta terça-feira que os preços subiram 0,7% sobre fevereiro e 6,7% ante março de 2010. Economistas ouvidos pela Reuters previam uma leitura mensal de 0,6% e uma alta anual de 6,6%. Os custos de energia também pressionaram a inflação ao avançar 1,9% em relação a fevereiro e 13% ano a ano.
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