Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Inflação desacelera para menor taxa desde dezembro do ano passado

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou em maio em linha com a previsão do mercado, devido sobretudo a um arrefecimento da alta dos alimentos e de vestuário. O indicador avançou 0,43% em maio, menor taxa desde dezembro, após alta de 0,57% em abril. (Leia Mais)

Quarta, 09 de Junho de 2010 às 07:34, por: CdB

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou em maio em linha com a previsão do mercado, devido sobretudo a um arrefecimento da alta dos alimentos e de vestuário. O indicador avançou 0,43% em maio, menor taxa desde dezembro, após alta de 0,57% em abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. Analistas ouvidos pela Reuters previam leitura de 0,43%, segundo a mediana de 20 estimativas que variaram de 0,40 a 0,49%.

Segundo cálculos de economistas, o índice de difusão do IPCA ficou estável em 60,9% entre maio e abril. Já a média dos três núcleos do índice subiu mais, em 0,59% em maio, ante 0,45% em abril.

"Foram os alimentos que levaram à desaceleração do índice de abril para maio" afirmou o IBGE em nota. "Pressionando significativamente o índice desde janeiro (devido a problemas climáticos), o aumento de preços dos alimentos foi reduzido para 0,28% em maio, após a taxa de 1,45% de abril. Este é o mais baixo resultado neste ano". Em maio, houve desaceleração da alta de preços de itens como cebola, feijão carioca, feijão mulatinho e batata inglesa, e quedas em produtos como tomate, açúcar cristal e pescado.

Os custos de Vestuário amenizaram a alta para 0,91% em maio, comparado a 1,28% em abril. Os de Saúde e cuidados pessoais também subiram em ritmo menor, em 0,74%, após 0,84% no mês anterior. Já os preços de Habitação subiram mais, em 0,78% em maio contra 0,08% em abril, refletindo o aumento da tarifa de energia elétrica em Salvador, Fortaleza, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Os custos de Transportes tiveram variação positiva de 0,09% em maio, ante oscilação negativa de 0,08% em abril.

Entre os destaques individuais de altas estiveram empregados domésticos (1,12%) e automóveis novos (0,76%), segundo o IBGE. No ano, o IPCA acumula alta de 3,09% e nos últimos 12 meses, de 5,22%.

IPC-S em alta

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) aumentou na primeira prévia de junho em quatro das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em relação à taxa do final de maio. A média nacional foi de 0,21%, o mesmo índice registrado no fechamento do mês passado. De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira, pela FGV, no Rio de Janeiro, a taxa passou de 0,32% para 0,40%; em Belo Horizonte, de 0,50% para 0,54%; e em Porto Alegre, apesar de negativo, o índice avançou de -0,14% para –0,06%. Em Salvador, o IPC-S aumentou de 0,75% para 1,01%.

Na cidade de São Paulo, os preços continuaram caindo e houve deflação de 0,10%. Na semana passada, a inflação passou de 0,32% para zero. Em Brasília, a taxa caiu de 0,39% para 0,37%, e em Recife, de 0,17% para 0,02%. Na capital paulista, cidade que concentra cerca de 60% do índice global, duas das sete classes de despesas registraram decréscimos: alimentação (de -0,40% para -0,79%) e educação, leitura e recreação (de -0,09% para -0,23%).

Os grupos vestuário, despesas diversas, saúde e cuidados pessoais, habitação e transportes apresentaram aumento na taxa. As principais contribuições partiram de calçados, cigarros, artigos de higiene e cuidado pessoal, material para reparo de residência e seguro facultativo para veículos. Na cidade do Rio de Janeiro, três das sete classes de despesas registraram aumento do IPC-S, com destaque para vestuário e habitação.

No atacado

O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 1,57% em maio, ante 0,72% em abril, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quarta-feira. Analistas ouvidos pela Reuters previam 1,30%, de acordo com a mediana de 15 respostas que variaram de 1,15 a 1,54%. O Índice de Preços por Atacado (IPA) subiu 2,06% em maio, após alta de 0,68% em abril. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,21%, contra 0,76%. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 1,81%, contra 0,84%.

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