Rio de Janeiro, 23 de Outubro de 2026

Inflação desacelera em sete capitais

Segunda, 04 de Agosto de 2008 às 09:02, por: CdB

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) desacelerou nas sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV). De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, em São Paulo, que é a capital com maior peso na formação do índice, o IPC-S passou de 0,88% na última apuração para 0,72% neste levantamento. Porto Alegre foi a capital que registrou a desaceleração mais intensa, passando de 1,01% na terceira prévia de julho para 0,74% na leitura final do mês, seguida por Recife (de 0,48% para 0,27%), São Paulo (de 0,88% para 0,72%), Brasília (de 0,71% para 0,59%), Rio de Janeiro (de 0,36% para 0,22), Salvador (0,77% para 0,67%). e Belo Horizonte, (0,42% para 0,41%).

Conforme divulgou a FGV na semana passada, o IPC-S de 31 de julho variou 0,53%, e ficou 0,14 ponto percentual abaixo da taxa divulgada na apuração da terceira prévia do mês. O resultado, que foi o menor desde a quarta semana de março (0,45%), foi influenciado pela alta menos intensa nos preços dos alimentos, cuja taxa passou de 1,44% para 0,83%. Segundo o levantamento, as principais contribuições para esse movimento partiram de carnes bovinas (6,00% para 3,39%), arroz e feijão (4,32% para 2,29%), hortaliças e hegumes (-0,57% para -1,66%) e adoçantes (0,27% para -0,34%).

Meta fiscal

Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o governo pode aumentar o aperto fiscal se a inflação seguir ameaçando as metas.

- Serão tomadas as medidas fiscais e monetárias necessárias para garantir o controle da inflação. Se for necessário, aumentaremos a meta de superávit primário, mas a dose do remédio não deve exceder as necessidades do paciente - disse Mantega durante palestra, em São Paulo.

A meta de superávit fiscal para 2008 equivale a 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB), com um acréscimo de 0,5 ponto percentual que será destinado à formação do chamado fundo soberano. Nos últimos 12 meses até junho, o superávit primário das contas públicas acumulou valor equivalente a 4,27% do PIB. A inflação brasileira ameaça romper o teto da meta definida pelo governo este ano.

De acordo com as projeções do mercado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) (que baliza a política de metas) deve fechar o ano com alta de 6,54%, acima do teto da meta que é de 6,5%. Para combater o repique inflacionário, o Banco Central iniciou em abril um ciclo de aperto do juro. A taxa Selic está em 13% e analistas acreditam que ela estará em 14,50% ao final do ano.

Segundo o ministro, a economia brasileira deve crescer este ano entre 4,8% e 5% e desacelerar em 2009 para um patamar de 4%.

- Discordo de quem fala de 3% a 3,5% (de crescimento no próximo ano). O governo não permitirá uma desaceleração da economia para esse patamar - afirmou o ministro.

De acordo com o último levantamento feito pelo Banco Central com analistas de mercado, divulgado nesta segunda-feira, as projeções indicam crescimento de 4,80% para a economia em 2008 e de 3,90% para 2009.

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