Rio de Janeiro, 24 de Março de 2026

Inflação chega ao fim do ano em 3%, prevêem analistas

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de parâmetro para as metas oficiais, chegará ao final do ano em torno de 3%, bem abaixo portanto, que os 4,5% da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). (Leia Mais)

Segunda, 16 de Outubro de 2006 às 07:45, por: CdB

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de parâmetro para as metas oficiais, chegará ao final do ano em torno de 3%, bem abaixo portanto, que os 4,5% da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). É o que mostra o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, com resultados da pesquisa realizada na última sexta-feira com uma centena de analistas de mercado e de instituições financeiras sobre tendências dos principais indicadores da economia.

De acordo com a expectativa dos economistas da iniciativa privada, todos os indicadores de inflação pesquisados estão em baixa; a começar pelo IPCA deste mês, que está projetado em 0,28%; um pouco menor que o prognóstico de 0,30% na semana anterior, e abaixo da previsão de 0,35% para a inflação de novembro, enquanto o IPCA para os próximos 12 meses também cai de 4,08% para 4,05%.

O Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (IPC-Fipe) da Universidade de São Paulo (USP), é menor ainda, com queda de 1,78% para 1,73% na inflação anual. Mas, a pesquisa se refere apenas ao comportamento de preços na capital paulista. Os preços no atacado também estão em baixa, com o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) caindo de 3,15%, na semana passada, para 3,09%, e o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) recuando da previsão de 3,27% para 3,20%.

O único indicador de preços que se aproxima da meta oficial é o de preços administrados por contrato, ou monitorados, que congrega os custos de combustíveis, energia elétrica, telefonia, transporte urbano, água, saneamento, medicamentos, educação e outros. O reajuste acumulado desse segmento está projetado em 4,20%, menor que os 4,30% da pesquisa anterior.

Juros mais baixos

Analistas de mercado mantêm a aposta que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central vai cortar a taxa básica de juro esta semana em 0,50 ponto percentual, para 13,75 por cento, de acordo com levantamento feito pelo BC. As projeções feitas por analistas e empresas consultadas pelo BC ficaram praticamente inalteradas. Além da aposta no corte de 0,50 ponto percentual na Selic, foram mantidas as projeções para o patamar em que a taxa de juro estará ao final deste ano e do próximo.

A estimativa é que a Selic fechará 2006 em 13,50%, e estará em 12,50% em dezembro e 2007. A projeção para a inflação em 2006 sofreu uma leve correção. A estimativa agora é de que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará o ano em 3%, pouco abaixo dos 3,01% estimados no levantamento anterior. Para 2007, a projeção foi mantida em 4,20%. Nos dois casos, as estimativas indicam inflação bem abaixo da meta fixada pelo governo para os dois anos, de 4,5%.

Outra alteração feita nas projeções refere-se à estimativa de crescimento econômico para este ano. De acordo com o levantamento, o mercado espera um avanço de 3% para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2006, levemente abaixo dos 3,01% estimados no última pesquisa. Para 2007, a estimativa continua sendo de uma expansão de 3,50%.

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