Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Inflação cede passado o impacto de reajustes em cigarros e remédios

Uma menor alta dos preços de cigarros, remédios e vestuário e uma aceleração da queda no setor de transportes ajudaram a diminuir a inflação ao consumidor em São Paulo, apesar da volta da elevação dos custos dos alimentos. A inflação na cidade de São Paulo ficou em 0,19%, na segunda prévia de junho do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). (Leia Mais)

Quarta, 17 de Junho de 2009 às 09:37, por: CdB

Uma menor alta dos preços de cigarros, remédios e vestuário e uma aceleração da queda no setor de transportes ajudaram a diminuir a inflação ao consumidor em São Paulo, apesar da volta da elevação dos custos dos alimentos. A inflação na cidade de São Paulo ficou em 0,19%, na segunda prévia de junho do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), divulgada nesta quarta-feira. Essa foi a segunda menor taxa do ano, só superada pela registrada na primeira prévia de janeiro (0,18%). Na pesquisa anterior, o índice havia atingido alta de 0,23%.

Dos sete grupos pesquisados, apenas o de transporte apresentou taxa negativa (0,24%) , na quinta queda consecutiva sob a influência, principalmente, do álcool combustível com baixa de 5,64%. Mais  quatro grupos ajudaram a reduzir a pressão inflacionária: habitação, que passou de uma alta de 0,29% para 0,27%; despesas pessoais com 0,57%, ante 0,94%; saúde com 0,69%, ante 0,81% e vestuário com 0,01% ante 0,26%.

De acordo com o levantamento da Fipe, já não pesam tanto no bolso dos consumidores a pressão que vinha sendo exercida pelo reajuste dos cigarros, tarifas de energia elétrica, remédios e peças do vestuário. Figurinos de inverno femininos já podem ser vistos a preços mais em conta nas lojas.

No período, foi constatado aumento de preços nos grupos de alimentação que reverteu a baixa anterior (-0,11%) subindo 0,06% e de educação com 0,10% ante 0,07%. Entre os produtos alimentícios, destaque para o leite longa vida (13,5%). O tipo A subiu 4,38% e o especial (4,32%). No segmento de hortifrutigranjeiros, o consumidor pagou em média mais caro pela batata (11%), chuchu (8%), cebola ( 4,16% ) e o alho (6,21%).

Leve alta

Os reajustes dos cigarros (concedido para aumentar a arrecadação do setor e contrabalançar a perda fiscal do governo com uma série de medidas de estímulo econômico contra a crise global) e dos remédios pesaram fortemente na inflação desde o mês passado, mas agora começam a perder força e devem se dissipar até o fim de junho, segundo analistas.

Os preços do grupo Alimentação, porém, passaram para o terreno positivo, com leve alta de 0,06% na segunda quadrissemana, contra variação negativa de 0,11% na abertura do mês. O IPC da segunda quadrissemana de junho mediu os preços de 16 de maio a 15 de junho. O índice apura a variação dos preços no município de São Paulo de famílias com renda até 20 salários mínimos.

Em queda

Já a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) sofreu um recuo em cinco das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV). De acordo com dados divulgados também nesta quarta-feira, Recife registrou a queda mais intensa, passando de 0,53% para 0,13%. As capitais que também apresentaram recuo no IPC-S foram Salvador (de 1,14% para 0,84%), São Paulo (de 0,34% para 0,19%), Porto Alegre (de 0,36% para 0,20%) e Rio de Janeiro (de 0,46% para 0,43%).

Em movimento oposto, Brasília apresentou acréscimo, passando de 0,14% para 0,24%. Em Belo Horizonte, a taxa ficou praticamente estável (de –0,06% para –0,05%). Na média do país, o IPC-S de 15 de junho ficou em 0,29%, 0,14 ponto percentual abaixo do índice divulgado na apuração anterior. O resultado foi influenciado pela deflação nos preços dos alimentos e da gasolina.

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