A inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), em maio, recuou para 0,61%, depois de chegar a 0,97% em abril. É a menor taxa desde junho do ano passado. Apesar da queda, o resultado divulgado nesta terça-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) ainda ficou acima das expectativas do que previam os analistas, que projetavam um índice de 0,50%. Devido a estes resultados, não há uma visão clara, junto às instituições financeiras, quanto à queda na taxa de juros na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária, do Banco Central). A taxa básica da economia brasileira ficou em 26,5% ao ano, uma das mais altas do mundo, e setores do governo repetiram, recentemente, que os juros somente cairiam caso a inflação estivesse controlada. Os níveis de atividade da indústria e do comércio têm demonstrado um forte desaquecimento, devido às taxas de juros, que inibem aumentos de preços. Um dos efeitos colaterais dos juros altos é a retração do consumo e da atividade industrial. Os últimos dados sobre a atividade econômica do país mostram um forte desaquecimento. Segundo o IBGE, o PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre caiu 0,1%, a indústria produziu 4,2% menos em abril deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado. Já o comércio teve em maio resultados igualmente desanimadores.
Inflação cai mas ainda não convence o governo a baixar os juros
A inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), em maio, recuou para 0,61%, depois de chegar a 0,97% em abril. É a menor taxa desde junho do ano passado. Apesar da queda, o resultado divulgado nesta terça-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) ainda ficou acima das expectativas do que previam os analistas, que projetavam um índice de 0,50%. (Leia Mais)
Terça, 10 de Junho de 2003 às 15:51, por: CdB