Rio de Janeiro, 13 de Janeiro de 2026

Inflação aumenta mas BC aponta sinais de queda na depressão econômica

A queda do indicador divulgada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira foi mais forte do que o recuo de 0,60% esperado em pesquisa da agência de pesquisas econômicas

Segunda, 17 de Abril de 2017 às 11:55, por: CdB

A queda do indicador divulgada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira foi mais forte do que o recuo de 0,60% esperado em pesquisa da agência de pesquisas econômicas

 

Por Redação - com Reuters

 

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) voltou a apresentar alta de 0,44% na segunda quadrissemana de abril, contra 0,49% na primeira leitura do mês. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

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O BC destaca que o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou em fevereiro

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) teve queda de 0,76% em abril, depois de subir 0,05% em março, com forte recuo dos preços de produtos agropecuários no atacado.

A queda do indicador divulgada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira foi mais forte do que o recuo de 0,60% esperado em pesquisa da agência de pesquisas econômicas Reuters.BRIGPT-ECI.

A FGV informou que o Índice de Preços ao Produtor Amplo-10 (IPA-10), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, apresentou queda de 1,29% em abril, após recuo de 0,12% no mês anterior.

Construção civil

De acordo com os dados do IPA, os Produtos Agropecuários ampliaram a queda a 3,43% no período, contra deflação de 0,55% antes.
Por outro lado, o Índice de Preços ao Consumidor-10 (IPC-10), que por sua vez responde por 30% do índice geral, subiu 0,42%, depois de avançar 0,32% em março.

O destaque ficou com o grupo Alimentação, cujos preços avançaram 0,92% ante alta de 0,11% no mês anterior. Nesta classe, ressalta-se o comportamento do item hortaliças e legumes.

Os grupos Saúde e Cuidados Pessoais; Educação, Leitura e Recreação e Despesas Diversas também ampliaram a alta. Já o Índice Nacional de Custo da Construção-10 (INCC-10) teve queda de 0,02% em março, sobre alta de 0,59% em março.

O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

Crescimento

A economia brasileira, por sua vez, cresceu pela segunda vez consecutiva em fevereiro. O desempenho foi acima do esperado por agentes do mercado. O Banco Central, em sua pesquisa semanal, sinaliza um possível início da retomada no país após dois anos de profunda recessão.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), cresceu 1,31% em fevereiro sobre janeiro, em dado dessazonalizado. Pesquisa da agência de notícias Reuters com analistas apontava expectativa de avanço de 0,55% no período, com as projeções variando de queda de 0,30% e alta de 1,40%.

Em outra frente, o BC melhorou a performance de janeiro para alta de 0,62% frente a dezembro, após ter divulgado contração de 0,26% anteriormente.

— De fato há sinais de melhora da atividade que começa a se disseminar por alguns setores, mas é preciso um pouco de cautela por conta das mudanças de cálculo do IBGE nas pesquisas — avaliou o economista da Tendências Silvio Campos Neto, para quem o PIB deve crescer 0,1% no primeiro trimestre.

Os dados positivos vieram na esteira de mudança na metodologia de cálculo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre os setores de serviços e de varejo, cujo ano base para comparações passou a ser 2014, e não mais 2011, beneficiando positivamente os resultados.

Fundo

O IBC-Br incorpora projeções para a produção no setor de serviços, indústria e agropecuária, bem como o impacto dos impostos sobre os produtos. Na comparação com fevereiro de 2016, o índice subiu 0,48%. No acumulado em 12 meses, houve queda de 3,68%, sempre em números dessazonalizados.

O maior ímpeto da atividade em fevereiro teve como pano de fundo crescimento de 0,7% no volume do setor de serviços sobre janeiro, com destaque para aqueles prestados às famílias. A produção industrial também ficou no campo positivo, com alta de 0,1% sobre o mês anterior, mas frustrando expectativas de expansão mais vigorosa.

Por sua vez, as vendas no varejo surpreenderam negativamente em fevereiro, recuando 0,2% por conta da pressão exercida pela fraqueza em supermercados. Por outro lado, o IBGE revisou o dado de janeiro sobre o mês anterior para alta de 5,5% após divulgar originalmente perda de 0,7%.

No primeiro bimestre, o IBC-Br caiu 0,38% em desempenho dessazonalizado. Para o consolidado de 2017, a expectativa do governo é de alta de 0,5% no PIB. Analistas de mercado enxergam desempenho um pouco pior para a atividade neste ano, de 0,4%, conforme boletim Focus mais recente, divulgado pelo BC nesta manhã.

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