Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Inflação atinge 9,55% em SP, segundo Dieese

Quarta, 07 de Janeiro de 2004 às 10:22, por: CdB

A inflação no município de São Paulo calculada pelo ICV (Índice do Custo de Vida), do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), ficou em 9,55% em 2003.

A taxa de 2003 é bem inferior à apurada em 2002 (12,93%) e encontra-se em patamar semelhante ao verificado em 1999 (9,57%) e 2001 (9,42%).

Em 2003, as maiores pressões inflacionárias foram verificadas no início do ano, ao contrário do que ocorreu em 2002, quando as taxas foram mais altas nos últimos meses.

A taxa acumulada no primeiro semestre do ano passado somou 6,85%, contra 2,53% no segundo semestre. Em 2002, a elevação dos preços entre janeiro e junho fora de apenas 2,89%, para acelerar-se no segundo semestre, quando atingiu 9,76%.

Segundo o Dieese, a maior parte da inflação do ano passado foi influenciada pelos aumentos de preços promovidos em 2002.

A inflação do início do ano refletiu os reajustes de tarifas de transportes coletivos e dos combustíveis. Também pesaram, principalmente no início do ano, os aumentos no grupo alimentação.

Por grupos, as maiores pressões inflacionárias vieram dos itens saúde (15,16%), despesas pessoais (11,30%), habitação (10,96%) e educação e Leitura (10,26%). Os menores aumentos ocorreram com o vestuário (3,56%), transportes (6,03%) e equipamento doméstico (6,69%).

Segundo análise do Dieese, o nível de rendimento não teve grande influência no comportamento da inflação em 2003.

Para as famílias mais pobres, com renda média de R$ 377,49, a alta dos preços chegou a 9,90%, enquanto para aquelas que têm nível intermediário de rendimento (média de R$ 934,17), a taxa acumulada ficou em 9,54%. Entre as famílias de maior poder aquisitivo, que têm rendimento médio de R$ 2.792,90, os preços subiram um pouco menos em 2003: 9,46%.

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