Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Inflação acelera mais do que o esperado por pressão dos alimentos

Sexta, 22 de Janeiro de 2010 às 10:26, por: CdB

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acelerou mais do que o esperado em janeiro, pressionada por alimentos e tarifa de ônibus. O indicador subiu 0,52% neste mês, após elevação de 0,38% em dezembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira. Analistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters previam uma taxa de 0,45% em janeiro, de acordo com a mediana e a média de 30 projeções, que variaram de 0,35 a 0,51%.

Os preços do grupo Alimentação avançaram 0,81% em janeiro, após subirem 0,17% em dezembro. As carnes também estão apresentando altas, em uma recuperação após as quedas do ano passado, geradas por uma menor demanda externa que aumentou a oferta internamente. Os produtos in natura, sensíveis a problemas climáticos, foram o destaque, especialmente hortaliças, com alta de 12,40%. Também ficaram mais caros os pescados (3,66%), o frango (1,45%), as carnes (1,58%) e as frutas (1,24%).

Refletindo o reajuste em São Paulo, os custos do ônibus urbanos tiveram a maior contribuição individual para o índice do mês, de 0,05 ponto percentual. O álcool combustível, em período de menor oferta, também contribuiu para a alta do IPCA-15. Com aumento de 5,42%, influenciou a elevação da gasolina, que ficou 0,63% mais cara em janeiro. Assim, os produtos não alimentícios registraram variação de 0,44% em janeiro, igual à de dezembro de 2009.

O IPCA-15 é considerado uma prévia do IPCA, o índice que serve de referência para a meta de inflação do país. A metodologia de cálculo é a mesma, apurando a variação de preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos em 11 regiões metropolitanas do país. A diferença está no período de coleta, já que o IPCA mede o mês calendário. Para calcular o IPCA-15 foram coletados preços no período de 12 de dezembro de 2009 a 14 de janeiro de 2010 e comparados com os vigentes entre 14 de novembro e 11 de dezembro do ano passado.

A análise regional mostra que a taxa mais elevada foi observada em Salvador (0,89%), enquanto a mais baixa foi registrada em Porto Alegre (0,13%). O índice mede a inflação para as famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos e é pesquisado nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além das cidades de Brasília e Goiânia.

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