O principal título da dívida externa brasileira atingiu pela primeira vez na história o seu valor integral. Na manhã desta quinta-feira, os C-Bonds atingiram 100% do seu valor de face. Com isso, os títulos brasileiros passam a ser negociados sem deságio e abre a possibilidade do governo brasileiro recomprá-los no mercado.
Caso o governo não queira resgatar os títulos existe a possibilidade de fazer uma nova emissão, visando melhor o perfil da dívida brasileira.
Durante a eleição presidencial do ano passado o título chegou a ser vendido abaixo de 50% do seu valor de face, mas desde a posse do presidente Lula os C-Bonds iniciaram um processo de retomada.
De acordo com operadores, os investidores internacionais tem procurado os título dos países emergentes como forma de compensar a baixa remuneração da taxa de juros dos EUA.
Por volta das 10h30, segundo dados do J.P. Morgan, o, Embi + do país estava em 410 pontos, com queda de 2,15% ante os 419 pontos da véspera. O valor do risco-país também chegou a um patamar recorde, atingindo a menor cotação desde 1997.
No Brasil, o dólar comercial mantém sua trajetória de alta. A moeda norte-americana opera com avanço de 0,24%, negociada a R$ 2,867 para venda. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o dia com com forte alta de 0,96% e aos 23.544 pontos.