Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Inea culpa excesso de esgoto e pouco sal por mortandade de peixes

A dessanilização da água da Lagoa Rodrigo de Freitas, que causou a proliferação de uma espécie de alga ainda não identificada, aliada à entrada de esgoto não tratado, vindo principalmente de ligações clandestinas em galerias pluviais, foram as possíveis causas para a recente mortandade de peixes, como informou o presidente do Instituto Nacional do Ambiente (Inea), Luiz Firmino, à Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Quarta, 10 de Março de 2010 às 09:57, por: CdB

A dessanilização da água da Lagoa Rodrigo de Freitas, que causou a proliferação de uma espécie de alga ainda não identificada, aliada à entrada de esgoto não tratado, vindo principalmente de ligações clandestinas em galerias pluviais, foram as possíveis causas para a recente mortandade de peixes, como informou o presidente do Instituto Nacional do Ambiente (Inea), Luiz Firmino, à Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). No dia 26 de fevereiro, 86,6 toneladas de peixe foram retiradas da Lagoa.

"A grande quantidade de algas surgiu por conta de uma dessalinização da água da Lagoa, que está muito doce. Houve uma mudança grande no ecossistema, criando espaço para o crescimento das algas, que podem ter entrado nas guelras dos peixes e tê-los matado. O caso, no entanto, ainda gera muitas dúvidas e esperamos respostas mais concretas", disse, em nota, o presidente da comissão, deputado André Lazaroni (PMDB).

O Inea acredita ter identificado a espécie da alga, mas aguarda ainda uma confirmação do Museu Histórico Nacional. "Esta seria a única explicação para a morte dos peixes, pois a Lagoa não sofreu com falta de oxigenação", informou Luiz Firmino.

Lazaroni anunciou que vai organizar um grupo de trabalho para acompanhar as investigações. O deputado participa nesta quinta-feira de mais uma reunião sobre o tema, no Ministério Público estadual.  A Cedae informou que agiu em conjunto com a empresa EBX, do empresário Eike Batista, para realizar uma investigação nas galerias pluviais da região. Segundo o diretor de operações, Jorge Briard, já foram encontradas 52 ligações irregulares que seriam responsáveis pelo despejo de esgoto na Lagoa.

A Delegacia de Proteção ao Meio-Ambiente afirmou que os pescadores que despejaram toneladas de peixes no Canal do Fundão podem ser indiciados. De acordo com a legislação ambiental, o descarte teria que ter sido feito em alto-mar. Se condenados, os pescadores podem ser punidos com um a três anos de prisão.
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