Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Industriais reduzem nível de confiança na economia, segundo FGV

Terça, 29 de Julho de 2014 às 11:10, por: CdB
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A prévia do Índice de Confiança da Indústria (ICI) voltou a cair
O Índice de Confiança da Indústria (ICI) brasileira caiu 3,2% em julho na comparação com o final de junho, registrando a sétima queda seguida, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira. Com isso, o indicador foi a 84,4 pontos, menor nível desde abril de 2009 (82,2 pontos), ante 87,2 pontos no mês anterior, quando havia recuado 3,9%. O Índice da Situação Atual (ISA) caiu 4,8% em julho, para 85,8 pontos, influenciado principalmente pelo indicador que mede o grau de satisfação com o nível de demanda. Já o Índice de Expectativas (IE) recuou 1,8%, a 82,9 pontos, com destaque para as expectativas quanto à tendência dos negócios nos seis meses seguintes. – O resultado de julho acende uma luz amarela em relação ao terceiro trimestre. Ainda que a diminuição do número de feriados possa influenciar favoravelmente a produção, a demanda continua sendo um fator limitativo a este crescimento – disse Aloisio Campelo Jr., superintendente adjunto de Ciclos Econômicos da FGV/IBRE. Ainda segundo a FGV, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada foi a 83,2% em julho, queda de 0,3 ponto percentual sobre junho, atingindo o menor patamar desde outubro de 2009 (82,6%). A produção industrial do Brasil recuou 0,6% em maio no terceiro mês seguido no vermelho, marcado mais uma vez pela fraqueza dos investimentos, conforme os números oficiais mais recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Juros mais altos De acordo com estudo do Banco Central (BC) a taxa média de juros do crédito para as famílias subiu, enquanto a inadimplência apresentou queda. Na pesquisa, divulgada nesta manhã, o BC adianta que a taxa de juros subiu 0,5 ponto percentual para 43% ao ano, em junho, em relação ao mês anterior. Já a inadimplência, considerados atrasos superiores a 90 dias, caiu 0,2 ponto percentual, para 6,5%. A taxa média de juros do crédito para as empresas caiu 0,4 ponto percentual, para 22,6% ao ano. A inadimplência das empresas caiu 0,1 ponto percentual, para 3,4%. Esses dados são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros. No caso do direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura), a taxa de juros do crédito para as empresas caiu 0,8 ponto percentual, para 7,9% ao ano. No caso das famílias, a redução chegou a 0,2 ponto percentual, com taxa de 7,7% ao ano. A inadimplência do crédito direcionado ficou estável em 0,5% para as empresas e caiu 0,2 ponto percentual para as famílias (1,7%). O saldo das operações de crédito no país chegou a R$ 2,830 trilhões, em junho, com crescimento de 0,9% no mês e 11,8% em 12 meses.
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