Rio de Janeiro, 05 de Setembro de 2026

Indústria volta a faturar como no período antes da crise

A utilização da capacidade instalada (UCI) na indústria brasileira, ainda segundo a CNI, caiu 0,5 ponto percentual em maio frente ao mês anterior, para 82,3%, segundo dados dessazonalizados. Foi o primeiro recuo da UCI em 4 meses e, com ele, o indicador ficou 0,9 ponto inferior ao patamar pré-crise.

Quinta, 08 de Julho de 2010 às 11:43, por: CdB

A indústria nacional registrou em maio um crescimento de 2,1% no faturamento e de 1% em horas trabalhadas, comparado a abril deste ano. A utilização da capacidade instalada recuou 0,5% ponto percentual, ficando em 82,3%, índice inferior ao registrado no período pré-crise, em 2008. De acordo com o boletim Indicadores Industriais, divulgado nesta quinta-feira, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), houve crescimento de 0,4% do emprego em maio,  mantendo expansão ao longo dos últimos dez meses. A massa salarial cresceu 1,6% em maio com relação a abril, com variação de 7,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado. O segmento de produtos de metal foi o que apresentou, em maio, as maiores taxas de crescimento no faturamento, em relação a maio de 2009, com 36,6%.  O número de horas trabalhadas aumentou 24%. Os dados também estão do boletim da CNI. O uso da capacidade instalada no setor cresceu no mês 5,1% em relação a maio do ano passado. O emprego teve expansão de 15,3% e a massa salarial real de 15,8%. O setor de material eletrônico e de comunicação vem em seguida, com aumento no faturamento, em relação a maio de 2009, de 36,4% e crescimento de 1,4% em horas trabalhadas. O uso da capacidade instalada no setor da indústria de transformação subiu 3,8 pontos percentuais em relação ao mesmo periodo do ano anterior, tendo a massa salarial real aumentado 11,5%. A área de máquinas e materiais elétricos registrou crescimento de 18,3% no faturamento em maio, comparada ao mesmo mês de 2009, as horas trabalhadas aumentaram 23,7% e o uso da capacidade instalada, 3,9 pontos percentuais. O emprego avançou 8,8% e a massa salarial teve alta de 9%. O crescimento da indústria automobilistica foi de 23% no faturamento e de 19% nas horas trabalhadas. O uso da capacidade instalada aumentou 7%. O emprego registrou elevação de 6,9% e a massa salarial real de 13,2% em relaçao a maio de 2009. Mais empregos O emprego na indústria brasileira aumentou pela quinta vez seguida em maio na comparação mensal e teve avanço recorde na comparação anual. A alta foi de 0,3% em maio sobre abril e de 4,2% contra igual período de 2009, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. "Com isso, o índice de média móvel trimestral avançou 0,5% entre os trimestres encerrados em abril e maio e manteve a trajetória ascendente iniciada em julho de 2009", afirmou o IBGE em nota. Na comparação anual, 15 dos 18 setores industriais contrataram mais, com destaque para Produtos de metal (8,9%), Alimentos e bebidas (2,5%), Máquinas e equipamentos (6,4%) e Calçados e couro (8,2%). Todas as 14 regiões do país pesquisadas tiveram aumento do emprego, sendo São Paulo a principal influência positiva, com avanço de 3,3%. O IBGE acrescentou que o número de horas pagas aumentou 0,3% em maio sobre abril, com ajuste sazonal, e 5,5% ano a ano, a maior variação da série histórica. A folha de pagamento real dos trabalhadores caiu 0,8% mês a mês e subiu 3,7% ano a ano. Entre janeiro e maio, o emprego no setor acumulou alta de 1,9%. Capacidade instalada

Montadora de automóveis
O setor automobilístico está entre aqueles que mais crescem
A utilização da capacidade instalada (UCI) na indústria brasileira, ainda segundo a CNI, caiu 0,5 ponto percent ual em maio frente ao mês anterior, para82,3%, segundo dados dessazonalizados. Foi o primeiro recuo da UCI em 4 meses e, com ele, o indicador ficou 0,9 ponto inferior ao patamar pré-crise. Na comparação com maio de 2009, a UCI cresceu 3 pontos percentuais. Em maio, o faturamento real da indústria aumentou 2,1%, enquanto o emprego teve alta de 0,4%. "A contínua expansão do emprego – por 10 meses seguidos na comparação com o mês anterior – fez o indicador ultrapassar em maio, pela 1a vez, o nível pré-crise", diz o relatório.
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