Rio de Janeiro, 02 de Abril de 2026

Indústria tem o pior desempenho do ano

A produção industrial brasileira caiu 1,7% em junho na comparação com maio e foi 0,6% menor em relação a junho do ano passado. De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal divulgada nesta sexta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o recuo na produção do setor em junho tanto em relação a maio quanto a junho de 2005 foi generalizado, atingindo 17 dos 23 ramos pesquisados. (Leia Mais)

Sexta, 04 de Agosto de 2006 às 09:03, por: CdB

A produção industrial brasileira caiu 1,7% em junho na comparação com maio e foi 0,6% menor em relação a junho do ano passado. De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal divulgada nesta sexta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o recuo na produção do setor em junho tanto em relação a maio quanto a junho de 2005 foi generalizado, atingindo 17 dos 23 ramos pesquisados. Este foi o pior desempenho registrado desde setembro de 2005 (2%). Em maio, a indústria bateu o melhor resultado do ano, com uma expansão de 1,6%.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve queda de 0,6%. No ano, a alta alcança 2,6%. As maiores quedas na produção ocorreram nos setores de veículos automotores (-4,6%) e de outros produtos químicos (-4,8%). Também registraram recuou na produção a indústria extrativa (-3,4%), de máquinas e equipamentos (-2,1%), outros equipamentos de transporte (-7,2%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (-3,3%). Com alta na produção aparecem em destaque a indústria farmacêutica (5,5%) e de refino de petróleo e produção de álcool (1,5%).

De acordo com a pesquisa, no acumulado do primeiro semestre deste ano a produção do setor cresceu 2,6% em relação ao mesmo período do ano passado e que 21 dos 23 ramos pesquisados tiveram aumento na produção. A fabricação de máquinas para escritório e equipamentos de informática (58,4%) foi a que mais se destacou no período, apoiada na produção de computadores e monitores.

Para o IBGE "os resultados sobre o fechamento do primeiro semestre refletem, sobretudo, os efeitos positivos da maior oferta de crédito, do crescimento do rendimento médio real e da inflação em queda".

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