Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Indústria segue em recuperação mas sinais da crise são visíveis

Sexta, 04 de Dezembro de 2009 às 09:28, por: CdB

A produção industrial cresceu em outubro em dez dos 14 locais avaliados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na comparação com o desempenho verificado em setembro. A Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – Regional, divulgada nesta sexta-feira, mostra que a maior expansão ocorreu no Paraná (8,7%). Com o ajuste sazonal, a pesquisa também destaca os Estados de Minas Gerais (3,0%), do Espírito Santo (2,9%) e Ceará (2,3%), todos com taxas de expansão acima da média nacional (2,2%), já divulgada pelo instituto.

Os dados indicam ainda que São Paulo (principal parque fabril do país) e Santa Catarina (ambos com 2,1%), o Pará (1,2%), o Rio de Janeiro (0,9%), o Rio Grande do Sul e a Bahia (ambos com 0,8%) também registraram aumento na produção. No Amazonas, houve estabilidade. Já a Região Nordeste (-0,3%), Pernambuco (-0,7%) e Goiás (-10,3%) registraram queda.

Queda generalizada

Embora a produção industrial brasileira venha dando sinais de recuperação, quando a comparação é feita com igual mês do ano passado, os números ainda são predominantemente negativos. Segundo a Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – Regional (PIM), em relação aos dados de outubro de 2008, houve retração em dez dos 14 1ocais avaliados. A queda global chega a3,2%.

A maior retração ocorreu no Pará (-8,7%). Em seguida vêm os Estados de Minas Gerais (-7,4%), Goiás (-5,8%), do Rio Grande do Sul (-5,5%), de São Paulo (-5,1%) e do Ceará (-3,5%), todos com queda superior à média nacional (-3,2%). Também registraram taxas negativas o estado de Santa Catarina (-2,9%), do Amazonas (-1,4%) e Rio de Janeiro (-1,0%). A Região Nordeste (-0,1%) praticamente repetiu o nível registrado em outubro de 2008.

Já os Estados do Espírito Santo (2,4%), de Pernambuco (1,0%), do Paraná (0,6%) e da Bahia (0,3%) tiveram incremento na produção. Se for considerado o indicador acumulado para o período de janeiro a outubro, todos os locais pesquisados apresentam taxas negativas. Com queda superior aos -10,7% relativos à média nacional, aparecem os Estados do Espírito Santo (-21,1%), de Minas Gerais (-17,6%), do Amazonas (-11,9%), de São Paulo (-11,6%) e do Rio Grande do Sul (-10,9%).

Nesses locais, segundo o IBGE, foram determinantes para o desempenho industrial fatores como a queda do dinamismo dos produtos tipicamente de exportação – e consequentemente mais vulneráveis à crise financeira internacional – como é o caso das commodities (entre elas, minérios de ferro e produtos siderúrgicos). Também contribuiu o forte ajuste na produção de automóveis e de máquinas e equipamentos.

A queda em Santa Catarina foi de 10,4%. Os demais resultados foram: Pará (-8,2%), Bahia (-8,0%), Região Nordeste (-7,3%), Ceará (-6,4%), Rio de Janeiro (-5,9%), Paraná e Pernambuco (ambos com -5,2%) e Goiás (-1,7%).

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