Rio de Janeiro, 15 de Maio de 2026

Indústria propõe 'agenda mínima' a Lula

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) deverá entregar, ainda esta semana, uma "agenda mínima" para ser discutida por governo, Congresso, e opinião pública. Presidente da CNI, Armando Monteiro disse nesta terça-feira, em Brasília, que o objetivo é enumerar temas considerados vitais para proteger a economia de uma possível influência da crise política nos setores de infra-estrutura e investimento. (Leia Mais)

Terça, 02 de Agosto de 2005 às 19:09, por: CdB

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) deverá entregar, ainda esta semana, uma "agenda mínima" para ser discutida por governo, Congresso, e opinião pública. Presidente da CNI, Armando Monteiro disse nesta terça-feira, em Brasília, que o objetivo é enumerar temas considerados vitais para proteger a economia de uma possível influência da crise política nos setores de infra-estrutura e investimento.

- O governo não é o único destinatário da agenda. A agenda está destinada ao debate público - afirmou Monteiro, na abertura de evento organizado pelo CNI, o Fórum de Desenvolvimento Empresarial para o Século 21.

Segundo Monteiro, os principais temas a serem levantados pelo setor empresarial, no documento, que dizem respeito ao Executivo, serão as Parcerias Público Privadas (PPP's), manutenção das rodovias, andamento dos projetos piloto escolhidos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para ficarem de fora do cálculo do superávit primário, projetos da área de energia, choque de gestão anunciado pelo governo, e adoção de metas fiscais mais restritas.

Assuntos já em pauta no Congresso Nacional também vão estar na agenda mínima do empresariado. Entre eles, alguns pontos da reforma política, como os custos do processo eleitoral, encurtamento do período de campanha, disciplina da propaganda eleitoral e financiamento das campanhas. Além disso, a segunda fase da reforma tributária, o novo papel das agências reguladoras, a Lei de Defesa da Concorrência e o marco regulatório do setor de saneamento.

O presidente da CNI ressaltou que a agenda mínima pode até mesmo "blindar" a economia.

- No fundo, a proposta aponta para uma certa blindagem da economia, porque enquanto os agentes econômicos imaginarem que o governo funciona minimamente, que as instituições funcionam, que o Congresso cumpre seu papel, a economia seguirá seu curso, sem maior risco - avaliou Monteiro.

Furlan elogia

Fernando Furlan, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior defendeu a iniciativa da agenda mínima.

- A idéia é muito boa e acho que será bem-vinda pelo governo - afirmou.

Furlan elogiou a iniciativa dos empresários, coordenados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), de levar ao governo a proposta de uma agenda mínima, que estipulará os temas considerados vitais para manter a economia em crescimento. As sugestões deverão ser entregues em documento, ao governo, ainda nesta semana.

- Tenho sempre estimulado uma agenda propositiva, por exemplo, no Conselho de Desenvolvimento Industrial - disse o ministro, ao participar do Fórum de Desenvolvimento Empresarial para o século 21, em Brasília, nesta terça. Furlan voltou a destacar que, apesar das denúncias de corrupção, a economia brasileira vai bem. O ministro lembrou o recorde da balança comercial, com saldo de US$ 5,011 bilhões em julho. É o maior resultado mensal alcançado na diferença entre as exportações e as importações. As exportações também atingiram valor recorde, apurado num mês, um total de US$ 11,06 bilhões.

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