Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

Indústria prevê novo crescimento recorde

Os cálculos divulgados, nesta quarta-feira, na Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação - uma publicação do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV) -, indicam que as indústrias brasileiras deverão ampliar em 11%, na média, a sua capacidade instalada no país, ao longo deste ano. A capacidade de produção das empresas, calculada pela instituição, apresenta o maior percentual de crescimento nos últimos cinco anos. Capacidade instalada pode produzir sem aumentar preços

Quarta, 19 de Março de 2008 às 08:36, por: CdB

Os cálculos divulgados, nesta quarta-feira, na Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação - uma publicação do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV) -, indicam que as indústrias brasileiras deverão ampliar em 11%, na média, a sua capacidade instalada no país, ao longo deste ano. A capacidade de produção das empresas, calculada pela instituição, apresenta o maior percentual de crescimento nos últimos cinco anos.

O aumento na capacidade de produção, projetada para este ano é de 22%, maior percentual da série desde janeiro de 2005, com base no planejamento ou em decisões de investimento aprovadas pelas empresas consultadas, para o triênio 2008-2010. A capacidade de produção das empresas é medida pela quantidade de produtos que ela é capaz de fabricar com as máquinas e plantas industriais existentes no momento, com base no aproveitamento do tempo, tecnologia e espaço físico disponíveis. Na medida em que o uso destes recursos é menor, maior a chance de a indústria produzir, sem provocar aumentar os preços e produzir inflação.

A indústria nacional atingiu, ano passado, níveis recordes de uso de sua capacidade, o que, por conseqüência, fez as empresas também realizarem investimentos recordes para a ampliação de seu maquinário, uma tendência que se mantém ao longo deste ano.  Segundo a revista do Ibre, os níveis atuais da demanda interna têm levado as empresas a manter os investimentos produtivos para este ano. Este ítem foi indicado por 87% das empresas como uma influência positiva para a manutenção dos investimentos. A demanda externa foi apontada como influência positiva por 52% das empresas, mas negativa por 10%.

Outro ponto que é quase concenso entre os industriais, como uma influência positiva para este ano, é a expectativa de rentabilidade com novos investimentos, indicada por 88% dos pesquisados, enquanto que no ano passado este percentual chegava a 85%, segundo a FGV. As condições de financiamento também foram avaliadas de forma positiva por 38% das empresas, mas as taxas de juros praticadas no país foram as grandes vilãs sobre o investimento, segundo os empresários. A pesquisa foi realizada entre os dias 3 de janeiro e 28 de fevereiro, no universo das 381 empresas que responderam os formulários nos últimos cinco anos para avaliar o quesito capacidade instalada. Ao todo, 710 companhias responderam a perguntas sobre fatores que influenciam investimentos.

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