A indústria paulista interrompeu uma seqüência de 22 meses de crescimento e registrou em setembro uma taxa negativa de 1,1% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os indicadores regionais da indústria, divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) mostram que houve queda na produção da indústria paulista em 13 dos 20 ramos pesquisados.
Material eletrônico e equipamentos de comunicações (-21,0%), refino de petróleo e produção de álcool (-6,6%) e alimentos (-3,3%) foram as atividades que mais influenciaram negativamente a taxa. Já os principais resultados positivos ficaram por conta dos setores de edição e impressão (18,5%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (18,3%) e farmacêutico (11,3%). Com a queda no índice de setembro, a produção acumulada entre janeiro e setembro (4,6%) ficou abaixo do indicador medido entre janeiro e agosto (5,4%).
O economista do IBGE André Macedo afirma que a queda na produção da indústria paulista em setembro está relacionada à desaceleração verificada nas vendas de bens de consumo duráveis e semi-duráveis. Macedo também destaca o processo de ajustamento de estoques na passagem de agosto para setembro como um dos elementos que influenciaram a queda da produção paulista.
- Utilizando outras fontes de informações, por exemplo, as vendas industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a gente consegue perceber, em nível nacional, que há um processo de ajustamento de estoques, ou seja, em função de estoques mais elevados houve um ajustamento desse nível de produção, levando a esse recuo - disse.