Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Indústria fonográfica encolhe 7% em 2009

O faturamento global da indústria fonográfica em 2009 foi de US$ 17 bilhões, uma queda de 7% em relação a 2008, puxada por EUA e Japão, os dois maiores mercados mundiais. A britânica Susan Boyle, que ficou famosa em um programa de calouros, teve o álbum mais vendido do ano, I Dreamed a Dream, com 8,3 milhões de cópias. (Leia Mais)

Quarta, 28 de Abril de 2010 às 08:23, por: CdB

O faturamento global da indústria fonográfica em 2009 foi de US$ 17 bilhões, uma queda de 7% em relação a 2008, puxada por EUA e Japão, os dois maiores mercados mundiais, disse nesta quarta-feira a IFPI, entidade que reúne empresas do setor.

Depois da queda de 8% em 2008, os dados do ano passado mostram alguns indicadores positivos - crescimento em 13 países e um forte aumento nas vendas de música digital -, embora a pirataria desenfreada continue corroendo os lucros.

A britânica Susan Boyle, que ficou famosa em um programa de calouros, teve o álbum mais vendido do ano, I Dreamed a Dream, com 8,3 milhões de cópias.

Outros grandes sucessos do ano foram Black Eyed Peas, Michael Jackson, Taylor Swift e Lady Gaga. Cinco dos dez maiores vendedores são contratados da gravadora Universal, do grupo Vivendi, e os demais estão entre Sony e Warner.

– O negócio global da música continua lutando por seus interesses, investindo em talentos e desenvolvendo novos modelos de negócios, apesar dos problemas de um mercado distorcido pela pirataria –, disse em nota John Kennedy, presidente e executivo-chefe da IFPI.

– As empresas musicais estão investindo mais de US$ 5 bilhões por ano em desenvolver e comercializar artistas, em licenciar centenas de serviços e em adaptar seus canais de distribuição para atender à mutante demanda do consumidor –, acrescentou.

EUA e Japão respondem por 80% do declínio geral do mercado, disse a IFPI. Descontados esses dois mercados, a queda global no faturamento foi de apenas 3,2%.

A venda de música "física" (como CDs) caiu 12,7% em nível global, enquanto o comércio de faixas digitais de música subiu 9,2%, chegando a US$ 4,3 bilhões.

Para além da indústria fonográfica, o setor musical como um todo - o que inclui publicidade em rádio e realização de shows, por exemplo - teve uma queda de 8%, com um faturamento estimado em US$ 140 bilhões.

O crescimento da renda com a música ao vivo foi de 4%. Essa cifra tem caído significativamente nos últimos três anos.

Tags:
Edições digital e impressa