Os recentes aumentos da taxa básica de juros (Selic) ainda não afetaram o comportamento da indústria fluminense, que fechou o mês de julho com expansão de 4,8% no índice com ajuste sazonal, em relação a junho. O crescimento acumulado nos sete primeiros meses do ano foi de 7,71%.
Os dados fazem parte do Indicadores Industrias da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e indicam também que a taxa anualizada - que aponta o crescimento dos últimos doze meses - fechou com alta de 9,86%.
De janeiro a julho, foram gerados 12 mil postos de trabalho – uma expansão de 5,2% em relação a julho de 2007. A massa salarial paga pela indústria cresceu 0,17% sobre junho e 9,09% em relação a julho do ano passado.
Na avaliação da diretora de Desenvolvimento Econômico do Sistema Firjan, Luciana de Sá, embora os resultados de julho mostrem que o aumento dos juros ainda não afetou o desempenho da indústria, a entidade prevê uma desaceleração da atividade nos últimos meses do ano.
- Os números até aqui apontam um desempenho robusto, mas, no segundo semestre, as medidas de contenção da inflação devem influir no comportamento do setor - observou.
O Indicadores Industriais Firjan registrou uma ligeira queda, “por conta dos estoques em alguns setores”, na capacidade instalada da indústria. Sazonalmente, a capacidade instalada da indústria fechou julho com o índice de 79,88%, contra 80,49% em junho e 80,93% em julho de 2007.
Os setores que mais se destacaram no crescimento das vendas reais no mês de julho, comparativamente a junho, foram Alimentos e Bebidas (crescimento de 15,13%); Edição e Impressão (12,04%); Borracha e Plástico (9,19%), Refino Combustível Nuclear e Álcool (8,78%); e Veículos Automotores (8,5%).