O diretor de Tecnologia e Inovação da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), Segen Estefen, disse que a indústria petrolífera mundial não está equipada para lidar com acidentes ocorridos a grandes profundidades que resultem em vazamentos de grandes proporções e fujam do controle.
Segundo ele, a despeito de todos os avanços do setor, a indústria do petróleo mostrou que não dispõe de um procedimento testado que possa interromper vazamentos descontrolados como esse da parte americana do Golfo do México.
– Não existe uma embarcação que possua os equipamentos adequados para vedar o poço em um caso extremo.
Estefen afirmou que uma das conclusões do seminário Segurança na Exploração e Produção de Petróleo no Mar – Prevenção e Contingência, promovido pela UFRJ nesta semana, é que há necessidade de organização dos setores envolvidos com a atividade para enfrentar os desafios que surgirão com a exploração de petróleo em águas cada vez mais profundas, como é o caso do pré-sal brasileiro.
– Isto deve ser tratado com cuidado, porque é inaceitável que não tenhamos meio de interromper um vazamento desse porte.
O professor da UFRJ disse que o dever de casa, a partir da experiência do vazamento no Golfo do México, é a consciência da necessidade de se discutirem formas de dar maior atenção aos sistemas de segurança, de modo a que se possa desenvolver um equipamento que venha a ser embarcado, e em condições de fazer o trabalho de tamponamento mesmo em casos extremos.
Indústria do petróleo não tem equipamento para impedir vazamento
Quinta, 27 de Maio de 2010 às 08:26, por: CdB